Patricia de Oliveira Brites é uma mulher transexual que conquistou há oito meses o direito de utilizar o nome social em seus documentos de identificação. Natural do Rio Grande do Sul, a promotora de eventos reside atualmente no bairro Jaqueline, em Içara, cidade onde conseguiu com facilidade o processo de troca de nome.
“Foi supertranquilo. Eu fui ao cartório com a minha certidão original, na hora já foi feita a averbação. Já saí com a certidão retificada na hora”, relata Patricia. Com a certidão de nascimento reconhecendo sua identidade de gênero, ela deu início às alterações em outros documentos.
A promotora de eventos acredita que o processo está menos burocrático. “Hoje em dia, já é um processo em que as meninas fazem com mais tranquilidade. Antigamente, era muito difícil para fazer o cartão do SUS, CPF e título de eleitor”, diz. O direito de usar o nome social é resultado de muita luta, segundo Patricia. “Foi uma conquista que veio ao longo do tempo, por meio de pessoas que lutaram bastante para ser reconhecidas na sociedade, e para hoje a gente poder usar o nome social”, comenta.
“A gente nem quer mais usar o (termo) nome social, porque se eu tenho meu documento com o nome que eu me identifico e está nos meus documentos, não há necessidade de aparecer o nome de registro. Porque é mais uma forma da sociedade nos ver com preconceito”, fala. Para Patricia, a modificação também facilita o ingresso de transgêneros na carreira profissional. “A retificação do nome torna mais fácil o acesso ao mercado porque antigamente tinha empresas que a gente chegava e não podia usar o nome social nos documentos. Foi um avanço importante para as transexuais se inserirem no mercado de trabalho”, entende.
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