Mudanças no mercado e problemas internos nas empresas, questões financeiras e novas diretrizes: muitos podem ser os motivos para uma demissão, que às vezes pega o profissional de surpresa. No entanto, para o consultor em gestão de pessoas Eduardo Ferraz, existem sinais que ajudam a perceber quando o desligamento vai acontecer. "Profissionais que estão em alta, são elogiados com alguma frequência, são chamados a participar de vários projetos e são cobrados por alto desempenho, inclusive com críticas. O primeiro sinal de alerta é quando a pessoa para de ser criticada e começa a ser ignorada”, diz.
Quando um profissional demora a assimilar o que aconteceu, também leva mais tempo para se preparar e tentar uma recolocação no mercado. Ou seja, o prejuízo em não reconhecer os sinais é ainda maior. De acordo com o especialista, mau desempenho pessoal, frieza do chefe, má situação financeira da empresa, ficar muito tempo sem ganhar aumento e não ser convidado para reuniões importantes são alguns dos indícios. É preciso estar atento ao ambiente para que se tenha tempo de corrigir os problemas, ou até mesmo encontrar um novo projeto.
“Diversos são os motivos que levam as empresas a demitirem seus funcionários, mas dentre as cinco primeiras razões, três estão relacionadas à personalidade e às atitudes. Ou seja, dependendo do cargo, não adianta a pessoa falar três idiomas, ter MBA e experiência comprovada, mas ter péssimo relacionamento com o grupo, inaptidão para a liderança, ser egocêntrica, lidar mal com o estresse, ter baixa tolerância a frustrações, entre outras questões comportamentais”, explica Ferraz.
Caso tenha percebido alguma possibilidade de desligamento da empresa, o profissional pode chamar o chefe para uma conversa franca e perguntar as áreas em que deve melhorar, o que demonstra disposição para reverter o cenário. “É essencial que se leve em consideração as críticas, seja de um superior ou de parentes e amigos. Com isso, é possível evitar a demissão ou, pelo menos, estar mais preparado e não ser pego de surpresa”, finaliza o consultor.
Colaboração: Pense Empregos


















