quinta-feira, 14 maio, 2026
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Alunos de Esplanada são dispensados para reforma

Portões fechados, salas de aulas vazias e clima de construção. Esta é a situação atual da escola estadual Alaíde Tabalipa, do bairro Esplanada, em Içara. Desde o mês de agosto a unidade educacional está em reforma, obrigando os alunos a estudarem no salão da igreja. Para piorar a situação, aproximadamente 300 alunos, do primeiro ao oitavo ano, foram dispensados esta semana, retornando às aulas apenas na próxima segunda-feira.

Entenda o caso

A obra iniciou no mês de julho, enquanto aconteciam as férias escolares. No retorno os alunos foram levados ao salão da igreja da comunidade, onde ficaram por aproximadamente 40 dias. Nesta semana, os estudantes deveriam ter retornado à escola, mas pelo fato da obra ainda não estar concluída e também devido aos entulhos isto não foi possível. 

“É uma vergonha,sempre somos abandonados. Agora acontece esta situação da escola. Os alunos começam o ano pensando se vão terminar. No meio do caminho são levados para um lugar inapropriado como era o salão da igreja, e agora estão tendo uma espécie de segundo período de férias. E os prejudicados, como sempre, são pessoas inocentes”, disse inconformado o morador da localidade, Antônio Maciel.

Entretanto, a insatisfação de pais e alunos não é a única coisa que está acontecendo. Algumas crianças acabaram saindo da escola, como é o caso do filho da comerciante Andreia Silvano, que está no terceiro ano.  Segundo ela, as escolas mais próximas do bairro Esplanada, fora o Alaíde Tabalipa, são uma em Morro da Fumaça e outra na localidade de Olho D’água, em Jaguaruna. “As crianças não têm culpa de tudo isso que está acontecendo, elas merecem ter o direito de estudar, de ter um ensino de qualidade para que quando crescerem possam ser algo na vida. Mas parece que até disso estão privando”, lamenta a comerciante.

Ela conta que foi obrigada a colocar o filho em uma escola em Morro da Fumaça, porque não havia condições de aprender algo da maneira como estava sendo oferecida. “Praticamente todas as turmas estavam juntas, o que dificulta o aprendizado, e ainda quando tinha algum evento no salão, como velório e festas, já não tinha aula. Sei que é uma dificuldade maior, mas precisei fazer isto para que meu filho não fosse ainda mais prejudicado”, diz Andreia. 

Contraponto

Para que a obra na escola Alaíde Tabalipa seja concluída resta encerrar a cozinha, trocar alguns azulejos, consertar alguns vidros quebrados durante a obra e retirar todo o entulho. Entretanto, os responsáveis pela direção e gerência regional, afirmam que a obra está adiantada, já que a conclusão estava prevista inicialmente para o mês de outubro.

Tanto o diretor da unidade escolar, João Batista Figueiredo Filho, quanto o gerente Regional de Educação (Gered), Luiz Rodolfo Michels, informaram que todo o transtorno somente aconteceu devido a falhas com a empreiteira responsável pela obra. Conforme eles, o serviço era para ter sido realizado por partes, para que o ensino não fosse interrompido, apenas algumas turmas fossem remanejadas, o que não aconteceu, já que a obra iniciou por completo. “O combinado acabou não sendo cumprido pela empreiteira. Como eu estava em tratamento de saúde, fiquei afastado da gerência de educação e, portanto, não puder acompanhar a obra, como sempre faço. O combinado era que fosse feito por partes, o que não aconteceu. Voltei na última semana e de prontidão fui avaliar a situação. Esta semana já deve estar tudo concluído. Já fizemos obras em escolas três veze maiores do que esta e não havia dado problema, infelizmente essa acabou dando, bem no período que estava afastado”, explicou Michels.

Ainda conforme o diretor da escola, a obra total não vai ser encerrada. Os alunos voltarão às salas de aula faltando a pintura. “Será a única parte que faltará. Mas, nesse caso, será feito já com os alunos na escola. Enquanto a pintura vai sendo realizada, vamos remanejando os alunos de forma que eles não sejam afetados”, colocou Figueiredo.

Tempo recuperado em dezembro

Esses cinco dias de aula perdidos nesta semana já têm previsão para serem recuperados. A ideia é de que os alunos tenham uma semana a mais de aula em dezembro, durante o período de recuperação, assim conseguindo cumprir os 200 dias letivos de aula, conforme é obrigatório através de lei.

“Esta semana sem aula,que veio por ordem da Gered, já que os alunos não teriam condições de segurança se voltassem às aulas enquanto a obra está sendo realizada, vai ser recuperada em dezembro. Já está tudo sendo esquematizado, nenhum aluno vai ficar no prejuízo, todos terão todas as aulas”, comentou o diretor da Alaíde Tabalipa.

A reforma vem sendo solicitada pela comunidade escolar há alguns anos, já que a escola é antiga e vinha necessitando de melhorias.

 

Especial Jornal Gazeta

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