Aos 24 anos de idade, foi escolhido por seu partido para disputar a eleição municipal em Grão-Pará, sendo eleito na época o mais jovem prefeito de Santa Catarina. Nosso entrevistado desta quinta-feira, dia 4, é o candidato a deputado estadual, José Nei Ascari (PSD). Após seu primeiro mandato, como na época não se permitia a reeleição, fez seu sucessor e voltou a disputar a eleição na sequência, quando foi novamente eleito para mais um mandato de quatro anos, que encerrou em 2004.
Depois disso, foi convidado e permaneceu durante quatro anos como chefe de gabinete da presidência da Assembleia Legislativa, no mandato do então presidente Julio Garcia e na sequência atuou por cerca de um ano e meio como secretário de estado da administração. Zé Nei, como é mais conhecido, teve como primeiro partido o extinto PDS, depois filiou-se ao PFL, que depois passou a ser Democratas. Esteve junto a outras lideranças nacionais e estaduais na fundação do PSD, partido em que é filiado atualmente. Acompanhe a entrevista:
Por que o desejo de disputar a reeleição?
Na minha trajetória política, sempre procurei seguir uma definição pessoal de que a política deve ser um instrumento para melhorar a vida das pessoas, porque essa possibilidade vai sempre depender das decisões políticas. E disputo esta eleição com o objetivo de confirmar essa convicção, que acredito ser também de responsabilidade do eleitor, que é o principal responsável pelas escolhas e pela eleição dos seus representantes nos poderes Executivo e Legislativo em todos os níveis.
Como avalia suas chances de se eleger?
A gente só tem certeza da eleição depois de encerrada a apuração. Antes disso, não é possível afirmar nada. Estamos muito confiantes e temos trabalhado muito no mandato que estamos cumprindo e também neste processo eleitoral. Levando isso em conta, acreditamos na viabilidade desta eleição.
Considera importante a região ter uma representatividade no legislativo?
É fundamental. Além de propor e aprovar novas leis e fiscalizar os atos do Poder Executivo, o deputado cumpre um papel muito importante de levar até o Poder Executivo as necessidades da comunidade e das administrações municipais. O deputado, assim como o vereador, por exemplo, vivem com mais intensidade o cotidiano da comunidade e, por isso mesmo, são mais acionados, mais procurados e até mais cobrados. E são muito importantes nesta relação.
Quais as vantagens dessa representatividade?
A vantagem é justamente esta citada anteriormente. Neste caso, a representatividade é sinônimo de defesa dos interesses da população junto ao Governo do Estado, que tem a função e obrigação de realizar obras e oferecer serviços.
Como você avalia a situação da região Sul? E o estado de Santa Catarina, qual a sua avaliação para o momento vivido atualmente?
A região Sul vive um momento melhor. Os principais gargalos estão se resolvendo e isso nos trás a sensação real de crescimento e desenvolvimento. Ainda existem demandas importantes para atender, mas a situação já é melhor. Essa realidade também constatamos em nível estadual. Santa Catarina, apesar de sua pequena extensão territorial, hoje tem um papel imprescindível para o crescimento do Brasil e isso passa a ser cada vez mais reconhecido.
Que projetos estariam dentro de sua visão estratégica para a região?
Nós temos uma região com forte vocação empresarial, um agronegócio vigoroso e um povo que se dedica ao trabalho. Então, acho que a parte do governo é justamente oferecer as condições necessárias para esse talento todo fazer a diferença e propiciar o desenvolvimento. E essas condições estão justamente na infraestrutura e acredito que estes sejam os projetos prioritários, considerando a visão estratégica para permitir e incentivar o crescimento.
Quais as áreas que precisam de mais atenção, a seu ver, na região?
O governo deve tratar todas as áreas com a mesma importância. Então, saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, por exemplo, devem ser tratadas como um conjunto de ferramentas para melhorar a vida das pessoas, para possibilitar o crescimento e gerar emprego e renda.
Concorda com a candidatura de pessoas que respondem a processo na Justiça?
Sou favorável à lei da Ficha Limpa. Não concordo com a candidatura de quem sofreu condenação judicial.
Já ocupou algum cargo público eletivo? Se sim, quais foram os principais projetos ou ações desenvolvidos durante a sua gestão?
Além do atual mandato de deputado estadual, cumpri dois mandatos como prefeito. Nestes, procurei cumprir as funções exigidas pelo cargo e buscar a melhoria das condições de vida no município. Muitas ações puderam ser realizadas nas áreas de competência da Prefeitura Municipal.
Cite dois projetos que pretende apresentar, se eleito, e explique de onde virão os recursos para implementá-los.
Nosso propósito é continuar defendendo os interesses do Sul do estado. As prioridades são definidas pela sociedade e cabe ao parlamentar colher esses anseios e buscar as parcerias necessárias para a materialização destes desejos. Nossas ações estão baseadas na formulação de leis, que se transformam em direitos do cidadão. Nosso compromisso é continuar trabalhando nesta direção, assim como fizemos neste mandato com um trabalho de muita relevância junto à pessoa com deficiência. O estado, os municípios e o próprio país ainda não conseguem oferecer solução para as grandes demandas das pessoas com deficiência. Nós avançamos porque criamos instâncias de relacionamento entre o Poder Público e as entidades que atendem este segmento e desta relação surgiram leis como a Política Pública de Proteção ao Autista, que é inovador e até pouco tempo não existia. É nesta linha que vamos continuar trabalhando.
Perfil
Nome: José Nei Alberton Ascari
Apelido: Zé Nei
Naturalidade: Grão-Pará
Idade: 46 anos
Estado Civil: Casado
Grau de instrução: Superior Completo
Quantos filhos e netos: Dois filhos
Ocupação declarada: Advogado
Especial Jornal Gazeta

















