“Não quis ser médica apenas por gostar, mas para fazer com que as pessoas se sintam bem. Foi isso que me incentivou a seguir essa profissão”. Essa afirmação é de Lianiuska Ramirez Frómeta, graduada em 2008 e a serviço da saúde pública de Içara desde abril de 2014, integrando o programa Mais Médicos, do Governo Federal. Cubana de nascimento, onde também se formou em Medicina, nos últimos anos ela vem se dedicando a trabalhos fora de seu país. Antes de atuar na Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Demboski, já passou dois anos na Venezuela.
Mas para Lianiuska, o mais importante é o fato de, através de sua profissão, poder ajudar todos os tipos de pessoas. “A medicina é algo que ajuda tanto aquele que tem um poder aquisitivo maior quanto aquele que não tem condições. Muitas vezes dizem que médico é só para fazer a pessoa melhorar, através de remédio. Mas nós vemos tudo de uma forma psicossocial, não apenas a doença como o tal”, diz.
“Você pode conversar com o paciente e ver se ele tem algum problema com a família, algo que lhe aflige, ver de forma mais geral. E muitas vezes o paciente somente quer é uma conversa. Ele se sente melhor sem a necessidade de que se passe uma medicação”, acrescenta.
Sempre um sonho
Assim como muitos profissionais da área, a médica cubana afirma que seguir a carreira é um sonho que veio desde os primeiros anos de vida e que pôde ser concretizado. “Ser médica sempre foi um sonho e tive a graça de conseguir iniciar o curso e me formar, tendo como especialidade Medicina Geral”, destaca.
“A vontade de fazer pelos demais é algo que me fez sonhar em ser médica. Sentir o agradecimento do paciente, não de bem material, mas o agradecimento humano, é algo muito reconfortante e que nos motiva para esta profissão”, aponta.
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