O candidato a deputado estadual que concede entrevista ao Jornal Gazeta nesta sexta-feira, dia 5, é Rodrigo Minotto (PDT). Aspirante ao seu primeiro cargo eletivo, teve grande contribuição partidária por intermédio do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias. Foi secretário da Executiva Nacional e Estadual da sigla, e atualmente é o vice-presidente estadual, e membro da Executiva Nacional. Filiado há 21 anos, este é seu único partido. Minotto conta que entrou na vida política em 1993, a convite do então prefeito de Forquilhinha, Vanderlei Ricken. “Estudei os programas de todos os partidos, e decidi mesmo pelo PDT, pelo seu compromisso com a educação e pelas bandeiras de lutas do nosso grande líder Leonel Brizola”. Confira a entrevista:
Por que o desejo de disputar a eleição?
Eu acredito muito na política como um instrumento de transformação social, um veículo para realizar os desejos da comunidade, um meio para melhorar a vida de cada homem e de cada mulher. A experiência que nós adquirimos ao longo da vida pública, como coordenador estadual do Sine, superintendente regional do Ministério do Trabalho, e posteriormente Chefe de Gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, nos credencia a disputar este cargo, porque sabemos os verdadeiros anseios da comunidade. É preciso trabalhar em benefício dos nossos trabalhadores e trabalhadoras de Santa Catarina.
Como avalia suas chances de se eleger?
O PDT construiu uma coligação proporcional com o PV, PC do B, PTB, PSDC e Pros. Temos trabalhado para fazer uma votação superior a 30 mil votos, em mais de 220 municípios, devido à capilaridade eleitoral que conquistamos em todo o Estado de Santa Catarina. Dos sete prefeitos do PDT, temos o apoio de cinco, e dos quase 80 vereadores do partido, mais de 30 estão conosco nesta caminhada. Temos o apoio de importantes sindicatos, e associações, como aqui em Içara do Grupo de Apoio aos Mineiros (Gamin). A coligação deve fazer dois ou três deputados, sendo que o primeiro deve se eleger fazendo de 23 mil a 25 mil votos.
Considera importante a região ter uma representatividade no legislativo?
A representatividade é importante desde que haja interesse e vontade política para fazer acontecer. Infelizmente, não é o que estamos vendo atualmente. A região sul possui 20% dos deputados, e o que foi feito de efetivo? É necessário a união da classe política para cobrar do Governo do Estado soluções para os grandes problemas da sociedade, principalmente, os relacionados à saúde e infraestrutura. Pelas pesquisas, podemos afirmar com convicção que o Sul vai perder representatividade, e isso é muito preocupante.
Quais as vantagens dessa representatividade?
Todas, se os deputados estiverem comprometidos com as causas coletivas, deixando para segundo plano os interesses pessoais e as brigas político/partidárias. A região precisa estar em primeiro lugar, acima de picuinhas políticas.
Como você avalia a situação da região Sul? E o estado de Santa Catarina, qual a sua avaliação para o momento vivido atualmente?
A região sul ainda precisa avançar muito. Se compararmos com o desenvolvimento do norte, a diferença fica abissal. É inadmissível que estejamos em 2014 e ainda não tenhamos a operação de voos no aeroporto de Jaguaruna, que o fechamento da maternidade do Hospital Santa Catarina esteja para acontecer, que as grandes empresas prefiram outras regiões para se instalar devido a falta de infraestrutura daqui. A carência é grande, mas há recursos para avançarmos, basta fazer acontecer. O Governo do Estado está recebendo um aporte financeiro do Governo Federal num montante superior a R$ 9 bilhões. É muito dinheiro, e estes investimentos precisam vir para a região sul.
Que projetos estariam dentro de sua visão estratégica para a região?
Nossa candidatura tem dois pilares bem consolidados na educação profissional e no trabalhador. Queremos criar oportunidades para os jovens através de cursos voltados a qualificação da mão de obra, e a inclusão do mercado de trabalho. Hoje o jovem busca o primeiro emprego, mas falta experiência para ser contratado. É neste sentido que queremos trabalhar. É preciso trabalhar também pela valorização dos professores, para que possamos ter cada vez mais qualidade na educação. Além disso, tenho um compromisso de lutar pela ampliação do orçamento das bolsas de estudo do artigo 170, com o objetivo de dar condições aos estudantes de baixa renda a cursar uma faculdade.
Quais as áreas que precisam de mais atenção, a seu ver, na região?
Além do que já defendi na pergunta anterior, é premente a necessidade de investimentos na área da saúde e infraestrutura. Não é possível que o Hospital São Donato, aqui de Içara, que realiza um grande trabalho ao desafogar o atendimento em Criciúma, passe por dificuldades financeiras. Acredito que neste sentido é importante vocacionar os nossos hospitais da região. As entidades de classe já definiram uma pauta de reivindicações. Ali estão os principais problemas do sul do Estado. Basta união e a vontade política para buscar soluções, e cobrar do Governo. Na administração pública as coisas só acontecem na pressão. Recursos existem.
Concorda com a candidatura de pessoas que respondem a processo na Justiça?
A Lei da Ficha Limpa veio para impedir essas candidaturas, e isso foi um avanço muito grande.
Cite dois projetos que pretende apresentar, se eleito, e explique de onde virão os recursos para implementá-los.
Vamos trabalhar pela criação de um programa de qualificação profissional para jovens e adolescentes que buscam a inclusão no mercado de trabalho. Precisamos tirá-los da condição de vulnerabilidade social, e para isso basta utilizar os recursos previstos no Fundo Social, disponível no orçamento geral do Governo do Estado. É preciso trabalhar também pela ampliação do orçamento das bolsas de estudo do Artigo 170, possibilitando o acesso a uma faculdade aos alunos de baixa renda. Vamos cobrar do Governo do Estado para que mais estudantes participem deste programa e busquem formação no ensino superior. Recursos existem, basta priorizar as ações. E como disse, anteriormente, na administração pública as coisas acontecem na pressão.
Perfil
Nome: Rodrigo Minotto
Naturalidade: Criciúma
Idade: 41 anos
Estado Civil: Casado
Grau de instrução: Superior – Administração / Direito
Quantos filhos e netos: Duas filhas
Ocupação declarada: Advogado
Especial Jornal Gazeta


















