A união entre aprendizado acadêmico e responsabilidade social ganhou forma na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Criciúma (Apae), com a entrega de protótipos tecnológicos desenvolvidos por acadêmicos do curso de Ciência da Computação da Unesc.
O projeto “Inclusão Digital na Apae”, voltado ao apoio no desenvolvimento pedagógico e na comunicação de alunos com deficiência, teve como destaque ferramentas de comunicação aumentativa. Os dispositivos foram pensados especificamente para crianças não verbais e entregues na última sexta-feira (10/4).
Segundo o coordenador do curso, Luciano Antunes, os dispositivos foram pensados especialmente para crianças não verbais e integram uma proposta de aplicação prática do conhecimento acadêmico em benefício da comunidade.
“Utilizamos a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para que os alunos utilizem cartões que, ao serem inseridos em um dispositivo eletrônico, emitam sons relacionados à ação desejada. Além da comunicação, foram entregues projetos focados em coordenação motora, reconhecimento de cores e exercícios de memorização, consolidando um momento de socialização e entrega de resultados do semestre anterior”, informou o coordenador.
A diretora e coordenadora pedagógica da Apae de Criciúma, Daiane Rodrigues Rezende Rubbo, enfatizou que parcerias como essa são fundamentais para a inovação na educação e para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
“Essa colaboração tem sido extremamente significativa para o nosso trabalho, pois possibilita a integração entre tecnologia e práticas pedagógicas, contribuindo diretamente para o desenvolvimento dos nossos educandos. Os recursos tecnológicos apresentados e desenvolvidos pelos acadêmicos ampliam as possibilidades de ensino, tornando as intervenções mais acessíveis, dinâmicas e eficazes. Essa iniciativa do curso e da Unesc promove uma formação mais humanizada e sensível por parte dos futuros profissionais, que passam a compreender, na prática, a importância da inclusão e da acessibilidade”, avaliou a diretora.
Para os estudantes, o projeto representou a oportunidade de aplicar a teoria em um cenário real e transformador. A acadêmica Stefany França ressaltou que o processo de elaboração foi um grande desafio multidisciplinar, unindo conteúdos de sistemas digitais, programação, design e cálculo. “Ver a ferramenta idealizada por nós funcionando e impactando a rotina de alunos e professores compensa todo o esforço acadêmico”, comentou.
No mesmo sentido, a estudante Lili Antunes destacou que o envolvimento de quatro disciplinas da segunda fase do curso foi fundamental para construir ferramentas que auxiliassem o público da instituição. “É gratificante perceber que o projeto atendeu às demandas pedagógicas solicitadas pela coordenação da Apae. Sinto-me orgulhosa em contribuir e compreender, na prática, a importância da inclusão e da acessibilidade”, declarou a acadêmica.
Foto: João Brito/Agecom Unesc


















