sexta-feira, 3 abril, 2026
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Oderi representa a força sindical do setor metalúrgico

Metalúrgico há mais de 30 anos, esta é a primeira vez que Oderi Gomes concorre a uma eleição partidária. Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos por oito anos, segundo ele, a política começou a fazer parte de sua vida automaticamente. “As coisas foram acontecendo”, diz. 

É filiado ao PCdoB, por considerar que a sigla possui uma tradição de luta e de estar no meio do trabalhador . “Além disso, possui uma postura condizente ao meu projeto. Passei a integrar ao partido, após sair da presidência do sindicato em 2012. Me identifiquei e o mesmo me deu espaço”, comenta, destacando que sua candidatura tem origem metalúrgica e que precisa criar corpo dentro desse movimento. “Tenho visitado várias empresas da região e realmente estamos ganhando força”, aposta.  Confira a entrevista:

Por que o desejo de disputar a eleição?

Em 2004, quando vim para o sindicato houve uma reunião entre a diretoria sobre a representação política do setor. Nós temos um movimento sindical muito forte aqui na região e somos referência no Brasil inteiro. Isso nos fez abrir esta discussão de que politicamente somos muito pobres por não ter uma representação na Câmara de Vereadores, na Alesc e na Câmara Federal. Venho trazendo esta discussão para abrir este espaço. E a partir disso, nasceu esta ideia da direção do sindicato e também do trabalhador, pelo fato do setor metalmecânico ser muito forte na região e precisar ir além da representação sindical, como também para outras instâncias e melhorar a vida do trabalhador. O trabalho sindical é muito limitado, pois precisamos de leis e de uma série de participação, para isto precisamos ter representação lá dentro da Assembleia por meio do voto. Estarei lá representando a classe trabalhadora, mas não somente de origem metalúrgica, mas de toda as classes. Nos temos uma diversidade em atividades que passa pelo setor metalúrgico e quero ser o elo do trabalhador na Alesc. E quanto à recepção que estamos tendo não só no metalúrgico como em outros setores está sendo muito boa. Apesar de que a política está muito desacreditada.

Como avalia suas chances de se eleger?

Estamos num trabalho muito forte de convencer o trabalhador de que é importante tem essa representação. E em cima disso, as pessoas estão se convencendo e caindo na campanha. Tenho um trabalho forte sindical e isto está me ajudando muito. Este passo que estamos dando é novo, mas o interessante é de que estamos indo para esta disputa e o trabalhador está tendo o discernimento de ter um representante em outras instâncias. Estamos trabalhando não somente a eleição deste ano, como também a de 2016, pensando num planejamento futuro. Nosso trabalho está apenas começando e com uma boa recepção. Agora quanto a se eleger é uma consequência desse processo. 

Quais as vantagens dessa representatividade?

Como somos de origem do chão de fábrica sabemos das dificuldades que o trabalhador passa na região. Nem vou falar da questão da saúde e educação porque todos sabem. Mas sentimos na pele o dia a dia, pois convivemos com as dificuldades das pessoas da região que estão trabalhando. Como por exemplo, a baixa remuneração, temos uma feira de renome internacional e os expositores são de fora. Além disso, há instituições de ensino como a Satc, Unesc, Ifesc, Senai e Bairro da Juventude que são referência na área de ensino e dão formação para nossa região, o problema é que a mão de obra 50% é exportada. Precisamos investir em tecnologia na região com escolas referências, mas as empresas não investem em tecnologia e acaba sendo um serviço artesanal.

Como você avalia a situação da região Sul? E o estado de Santa Catarina, qual a sua avaliação para o momento vivido atualmente?

Nossa região está muito pobre politicamente e também na distribuição. Esta sendo feito pouco se comparada com o norte do estado. O sul está esquecido. Apesar de termos uma representação política ultrapassada precisamos de uma renovação. As pessoas estão dizendo que querem votar novo e mudar. Fizemos uma pesquisa em cima disso, onde 70% dos entrevistados querem candidatos novos. E isto nos incentivou a colocar a candidatura na rua. Falta investimento principalmente para o empresário da região. Temos uma economia doméstica com gente aqui da terra que tem compromisso com a região. Os microempresários estão esquecidos. É preciso mudar isso com novas lideranças e representantes para partir para uma nova era e acompanhar esta evolução. No estado o setor economicamente em termos de Brasil está bem, somente às situações regionais não estão contempladas.

Que projetos estariam dentro de sua visão estratégica para a região?

Emprego com qualidade e tecnologia, fortalecimento dos conselhos comunitários, das políticas públicas e valorização do funcionalismo público. Temos o compromisso de estar defendendo estes pontos na Assembleia.

Quais as áreas que precisam de mais atenção, a seu ver, na região?

Educação e saúde já são assuntos repetitivos, com isso eu entendo que se nós tivermos uma representação política e economia forte o restante é consequência. Desta forma teremos melhorias em todos os sentidos.

Concorda com a candidatura de pessoas que respondem a processo na Justiça?

Quem tem um processo consequentemente não deve disputar. Só disputa quem é Ficha Limpa.

Já ocupou algum cargo público eletivo? Se sim, quais foram os principais projetos ou ações desenvolvidos durante a sua gestão?

Não

Cite dois projetos que pretende apresentar, se eleito, e explique de onde virão os recursos para implementá-los?

Estamos propondo usaras instituições de ensino para criar um Centro Tecnológico Metalmecânico e desenvolver novas tecnologias e equipamentos para dar uma alavancada na região, onde além de gerar empregos de qualidade que é o estamos propondo, pretendemos ainda reduzir ao máximo as atividades penosas como, por exemplo, na área de fundição e setor de frigorífico que adoece muita gente e entra em benefício. Não adianta ter escolas com bom ensino e a região não conseguir absorver a mão de obra.  Os recursos devem ter a participação efetiva do estado, município e do governo federal, pois as empresas são pequenas.

 

Perfil

Nome: Oderi Gomes

Naturalidade: Criciúma

Idade: 54 anos

Estado Civil: Casado

Grau de instrução: Superior completo

Quantos filhos e netos: Três filhas e três netos

Ocupação declarada: Metalúrgico

 

 

Especial Jornal Gateza

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