Candidato a deputado estadual, Valmir Comin é o entrevistado desta quinta-feira, dia 18. Comin entrou na vida política em 1988, quando concorreu pela primeira vez na condição de candidato a vereador no município de Siderópolis, foi eleito, reeleito e na sequência foi candidato a prefeito, onde não conseguiu êxito. Mas segundo ele, foi um momento importante de sua vida, cresceu muito e aprendeu.
Posteriormente veio a oportunidade de ser candidato a deputado estadual, na qual está em seu quarto mandato consecutivo pelo Partido Progressista (PP). “Foi uma história de muito trabalho, empenho, dedicação e seriedade. Uma trajetória balizada em uma linha de retidão, compromissada com o desenvolvimento do estado, de maneira especial a nossa região. Segundo, pelo fato de que me sinto preparado, com muita disposição”, acredita.
Comin destaca ter um compromisso com a pauta estabelecida pelas três entidades do Sul: Acit, Acic e Aciva, em obras estruturantes que pretendem desencadear o desenvolvimento econômico da região. “Muitas delas estão em fase de conclusão, outras em andamento e muitas ainda a serem iniciadas. Por esta razão, me sinto no dever e na obrigação de lutar por mais um mandato para continuar representando a nossa região no parlamento de Santa Catarina”, diz ele.
Por que o desejo de disputar a eleição?
Primeiro porque me sinto com muita vontade e extremamente preparado. E também em função de que algumas obras que foram estabelecidas como prioridades para desencadear o processo de desenvolvimento do Sul ainda não estão prontas. São compromissos que eu também assumi. Por esta razão, eu continuo nesta atividade.
Como avalia suas chances de se reeleger?
Cada eleição é uma diferente da outra, é sempre uma caixinha de surpresas. Mas eu acredito muito na força do trabalho. Foi esta história que nós construímos juntamente com vários parceiros e com a nossa equipe que tem trabalhado diuturnamente, em um grau de comprometimento ao extremo para que a gente possa realmente processar o melhor resultado a partir do fechamento das urnas, no dia 5, e comemorar a vitória. Penso que estou no meu melhor momento. Com muito trabalho prestado e projetos desenvolvidos para ajudar diretamente a vida das pessoas.
Considera importante a região ter uma representatividade no legislativo?
Com certeza. Aliás, penso que houve grandes conquistas do Sul a partir da quebra de paradigma quando se deixou de lado as brigas burras e cada região começou a lutar pelo seu espaço. Passamos ter uma visão macro de todo o processo. Foram enroladas as bandeiras e passamos a lutar por causas comuns. Toda a alimentação e embasamento precisa ser técnico, mas a decisão tem que ser política e esta integração suprapartidária, esta ação está fazendo a diferença.
Como você avalia a situação da região Sul? E o estado de Santa Catarina,qual a sua avaliação para o momento vivido atualmente?
Nosso estado detém 1,1% do território nacional e representa 5,6% das exportações, há de se destacar em alto relevo pela pujança e determinação do seu povo e da sua gente. Temos um sistema acadêmico invejável, um banco de dados de conhecimento que supera qualquer expectativa. Evidentemente que a burocracia é que ainda acaba travando o desenvolvimento pela falta de segurança jurídica e a falta de posicionamento político, de uma mão forte, que diga basta a burocracia e que possamos realmente seguir adiante. Dando condições para que o Estado possa ter na sua essência o compromisso de ser o motivador e incentivador da sociedade. Disponibilizar um banco de dados, criando linhas de fomento e uma agência reguladora forte, para fiscalizar e desenvolver as parcerias público/privadas.
Que projetos estariam dentro de sua visão estratégica para a região?
Na questão econômica, e buscando a auto sustentabilidade o aproveitamento de uma reserva que a providência divina nos concedeu, que tem sido explorada de uma forma sem que se agregue valor. Nós temos hoje tecnologias no mundo todo disponível, e aqui vai se estabelecer um dos maiores investimentos em nível de Brasil eu posso dizer, não só de Santa Catarina, justamente pelo jazimento e as características do nosso carvão, que é a produção de fertilizantes e seus subprodutos que estão agregados à cadeia produtiva de carvão e que vai desencadear um pólo econômico altamente sustentável. A partir daí teremos um laço de segurança, economicamente falando, para preencher as lacunas e os déficits sociais que nos temos impregnados no Sul e nas demais regiões do estado.
Quais as áreas que precisam de mais atenção, a seu ver, na região?
Educação, saúde e assistência social. São as três vigas mestras.Evidentemente que alicerçada a isso, a atividade econômica. Pois, a insegurança é originada justamente pela desinformação, ignorância, pela falta de estruturação educacional e por consequência a desestruturação das famílias. Penso que temos que de uma vez por todas, encararmos o nosso problema de frente e adotarmos um posicionamento e que se possibilite o ensino integral para nossa criança, para que ela possa estar estruturada e poder cursar um nível técnico de qualificação e com suas próprias pernas buscar o mercado de trabalho e cursar uma faculdade.
Concorda com a candidatura de pessoas que respondem a processo na Justiça?
Essa é uma falha da nossa legislação, infelizmente. As leis devem ser mais claras, e precisam ser cumpridas. Se hoje existe ainda ficha suja participando do processo é porque a lei permite. Acredito que o homem público não pode ter manchas. Tem que estar isento neste processo e compromissado com as causas da população.
Quais foram os principais projetos ou ações desenvolvidos durante a sua gestão?
Fui presidente da obra da Barragem do Rio São Bento. Tive o privilégio de ser o autor da lei que dá o direito a toda a mulher acometida do câncer de mama, ter a reconstituição do seio pelo SUS. Já é Lei há três anos em Santa Catarina e virou lei nacional pelas mãos da senadora Ana Amélia e da deputada federal Rebeca.
Cite dois projetos que pretende apresentar, se eleito, e explique de onde virão os recursos para implementá-los?
Um dos projetos que nós pretendemos desenvolver é o centro intensivo de pediatria, com especialização em oncologia. Precisamos criar um centro de referência aqui no Sul. Um centro que fique entre a capital catarinense e a gaúcha, ao exemplo do hospital Joana de Gusmão para evitar que nossas crianças tenham que se deslocar em busca de tratamento de saúde. Temos ainda que criar mecanismos que se possibilitem cursos profissionalizantes para preparar o nosso jovem para o mercado de trabalho.
Perfil
Nome: Valmir Francisco Comin
Apelido: Comin
Naturalidade: Siderópolis
Idade: 53 anos
Grau de instrução: Ensino Médio
Estado Civil: Casado
Quantos filhos: Três filhos
Ocupação declarada: Empresário
Especial Jornal Gazeta

















