Com apenas uma sala para atender dezenas de crianças e adolescentes, a Casa de Sarom, entidade localizada no Bairro Santo André, em Criciúma, busca apoio da comunidade para ampliar a estrutura e continuar oferecendo atendimento gratuito a pessoas em situação de vulnerabilidade.
O projeto atua diretamente com crianças da comunidade, oferecendo atividades, oficinas e acompanhamento social como forma de acolhimento e também de afastamento das ruas e de situações de risco. Atualmente, o espaço atende 63 crianças, além dos pais e mães que participam de oficinas, encontros e acompanhamentos promovidos pela equipe do projeto.
A necessidade de ampliação surgiu diante do crescimento da demanda e das limitações do espaço atual. Hoje, as crianças precisam ser divididas por faixa etária em dias diferentes da semana, já que a casa possui somente uma sala de atendimento.
Nas terças-feiras participam crianças, já nas quintas-feiras o atendimento é voltado para os adolescentes. Segundo a coordenação, a intenção é conseguir atender todos simultaneamente e ampliar os dias de atividades.
“Hoje a gente gostaria de ter atendimento terça, quarta e quinta-feira, com mais oficinas e mais tempo dentro do projeto. Mas, conforme o projeto cresce, aumentam também os custos com alimentação, água, energia e voluntários”, explica a gestora, Michele Dagostim Fernandes.
Além da falta de espaço, outro problema enfrentado é a estrutura limitada da casa. Atualmente, existe apenas um banheiro disponível para todas as crianças, situação que dificulta a rotina diária, principalmente nos horários de higiene.
Projeto da expansão
O projeto de ampliação prevê a construção de novos ambientes nos fundos da casa, incluindo banheiros e espaços para atividades simultâneas. Também há a intenção de ampliar a parte da frente do imóvel para criar uma nova sala e uma recepção.
O planejamento da obra já começou a ser desenvolvido junto de uma arquiteta, responsável pela elaboração do layout da futura estrutura e pelo levantamento dos custos necessários para execução da ampliação.
A estrutura atual também impacta atendimentos individuais. Quando a psicóloga realiza algum acompanhamento, a sala precisa ser desocupada temporariamente, mesmo sendo o local onde ficam armazenados os materiais utilizados nas oficinas.
Apesar das dificuldades, a instituição segue funcionando graças às doações e ao trabalho voluntário. Hoje, cerca de 550 refeições são servidas mensalmente, entre crianças, adolescentes e famílias atendidas.
Além das atividades infantis, o projeto também promove encontros voltados para pais e mães, incluindo atendimentos com psicóloga. A procura pelo serviço é maior do que a capacidade atual da casa, e já existe fila de espera para novos atendimentos.
Sistema de apadrinhamento busca garantir continuidade do projeto
Como forma de fortalecer a arrecadação e viabilizar a ampliação da estrutura, a instituição lançou um sistema de apadrinhamento aberto para toda a comunidade. A iniciativa permite que pessoas contribuam mensalmente com o projeto por meio de Pix, ajudando diretamente na manutenção das atividades e no atendimento às crianças.
Para participar, é necessário entrar em contato pelo número (48) 98802-1920, realizar um cadastro simples e escolher o valor da contribuição. O valor mínimo é de R$ 30,00, podendo variar conforme a quantidade de crianças apadrinhadas.
De acordo com a gestora, o apoio de padrinhos e madrinhas é fundamental para garantir a sustentabilidade do projeto e permitir melhorias na estrutura e nas atividades oferecidas.
A entidade também estuda lançar uma campanha com vídeo institucional mostrando a realidade atual da casa e o projeto de ampliação. A ideia é criar uma vaquinha online e buscar parcerias com empresas, voluntários e lojas de materiais de construção.
Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato com a entidade para agendar uma visita, conhecer o espaço e definir a melhor forma de contribuição, seja através de doações, voluntariado ou apadrinhamento.
(Trabalho de assessoria voluntária da disciplina de Assessoria de Comunicação, do curso de Jornalismo do Centro Universitário SATC, sob supervisão da professora Nádia Couto).



















