segunda-feira, 18 maio, 2026
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Operação mira esquema criminoso em unidade prisional

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, cumpriu, na manhã desta segunda-feira, mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão em desfavor de investigado apontado como responsável pela coordenação de esquema criminoso voltado à prática reiterada de estelionatos eletrônicos, extorsões e fraudes patrimoniais em diversas regiões do Estado e do país.

A investigação teve início a partir do registro de ocorrência envolvendo fraude na negociação de venda de um videogame realizada por aplicativo de mensagens. No decorrer das diligências, verificou-se que o investigado se utilizava de identidades falsas, perfis fraudulentos e terceiros para intermediar negociações fictícias, induzir vítimas em erro e obter bens de elevado valor econômico.

Durante a apuração, constatou-se que o investigado, atualmente recolhido em estabelecimento prisional no Estado do Rio Grande do Sul, continuaria exercendo papel ativo na coordenação de práticas criminosas, mesmo durante o cumprimento de pena, valendo-se, em tese, de aparelhos de telefonia móvel introduzidos irregularmente na unidade prisional, além de redes sociais e aplicativos de mensagens para operacionalizar golpes e manter contato com comparsas.

As investigações identificaram possível vinculação do investigado a ocorrências semelhantes registradas em diversas cidades catarinenses, entre elas Criciúma, Lages, Blumenau, São José, Palhoça, Tubarão, Içara, Urussanga, Balneário Arroio do Silva, Capivari de Baixo e Santo Amaro da Imperatriz, indicando atuação serial, estruturada e com possível divisão de tarefas entre diversos envolvidos.

Há indícios, em tese, da prática dos crimes de estelionato, extorsão, associação criminosa, falsa identidade e uso de documento falso.

Diante dos elementos colhidos, os Delegados de Polícia Márcio Campos Neves e Gleidston Costa representaram judicialmente pela adoção de medidas cautelares, sendo deferidas pelo Poder Judiciário: prisão preventiva do investigado; busca e apreensão na unidade prisional onde se encontra custodiado, e outras medidas.

A diligência de busca teve como objetivo localizar aparelhos celulares e outros elementos probatórios relacionados à continuidade delitiva supostamente praticada a partir do interior da unidade prisional.

Durante o cumprimento do mandado de busca, foram localizados e apreendidos um aparelho celular e dois chips de operadoras distinta s, elementos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e análise da dinâmica delitiva em apuração.

Em razão da apreensão de dispositivos eletrônicos e da necessidade de preservação da eficácia das diligências investigativas subsequentes, maiores informações acerca do conteúdo apreendido, eventuais linhas investigativas em curso e possíveis novos alvos permanecem sob sigilo, visando resguardar a coleta de provas, identificação de comparsas e responsabilização integral dos envolvidos.

As investigações prosseguem para identificação de outros partícipes, eventuais receptadores e novas vítimas, bem como para delimitação completa da extensão patrimonial dos prejuízos causados.

A operação contou com apoio operacional de diversos setores e forças integradas, dentre eles PECS/ASD, DPR, ARIPEN, ALIPEN, GIR 7 e CANIL 7, cuja atuação coordenada foi essencial para o cumprimento seguro das medidas judiciais e preservação da eficácia investigativa.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais praticados por meios eletrônicos e na repressão de grupos criminosos que se utilizam da tecnologia para lesar vítimas em múltiplas localidades.

Delegada de Polícia

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