A conversa desta terça-feira, dia 30, é com o candidato ao senado, Milton Mendes de Oliveira, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina e presidente estadual da sigla por três vezes. Advogado trabalhista, Milton entrou na vida política pelo MDB, em oposição à ditadura militar e na sequência ingressou no PT.
“O povo tinha a necessidade de um partido que defendesse os trabalhadores. Eu, como advogado trabalhista, já atuava na defesa do trabalhador, inclusive na defesa dos operários de mina de carvão. Foi assim que surgiu o PT em Santa Catarina. No entanto, em 1980 ajudei na fundação e estou até hoje”, conta.
Milton Mendes foi professor de direito do trabalho na Fucri/Unesc de Criciúma, no período de 1978 a 1981, vereador, deputado estadual e deputado federal, candidato ao governo, em 1998, e ao Senado, em 2002. Acompanhe a entrevista:
Por que o desejo de disputar a eleição?
Estou preparado para ser senador, tenho uma trajetória política relevante. Fui vereador, deputado estadual e deputado federal, além de presidente da Eletrosul, de 2003 a 2006, período no qual a empresa retomou a geração de energia e se destacou nacionalmente. Também atuo como advogado há quase 40 anos na defesa dos trabalhadores. Serei o senador de todos, não apenas de uma família. Debaterei questões importantes para a nossa sociedade com solidez para garantir a dignidade do povo catarinense.
Considera importante a região ter uma representatividade no senado?
Considero extremamente importante uma representação de Santa Catarina no Senado Federal, mas um senador que realmente defenda todos, que faça uma distribuição igualitária de recursos federais. Serei um instrumento de defesa dos interesses de Santa Catarina no Senado. Não apenas com ações concretas junto ao Governo Federal, mas também com suporte contemplando a Saúde Pública e Educação, enfatizando também a Reforma Política urgente, que não pode ser superficial, tem que ser na essência do caráter brasileiro e também valorizar a própria conduta da sociedade para que a gente avance consolidando a cidadania e a dignidade do nosso povo.
Como você avalia a situação da região Sul? E o estado de Santa Catarina, qual a sua avaliação para o momento vivido atualmente?
A pergunta é relevante, sobretudo tendo-se em conta que o Sul do Estado, durante muitos anos, não tem recebido o mesmo atendimento e a mesma atenção de outras regiões. Por isso, devemos priorizar uma nova forma de atendimento as regiões, procurando garantir igualdade de tratamento, isto é, evitando qualquer forma de discriminação ou privilégios. O equilíbrio será fator fundamental em nossa conduta parlamentar no Senado. Mas, não há duvidas que a região tenha inúmeras carências, sobretudo em relação à infraestrutura, o que merecerá de nossa parte zelo, diligência, atenção e busca de recursos. Consideramos, ademais, importante a nossa relação com a presidenta Dilma, que estamos convencidos será reeleita, bem como minha experiência parlamentar e de ex-presidente da Eletrosul, uma das maiores empresas do sul do Brasil, o que permitirá a conquista de expressivo espaço na distribuição de recursos federais e no atendimento das reivindicações da população de toda a região, como lutar por novas unidades, mais leitos e mais atendimentos para o cidadão.
Já ocupou algum cargo público eletivo? Se sim, quais foram os principais projetos ou ações desenvolvidos durante a sua gestão?
No período de 1978 a 1981, fui vereador, deputado estadual e deputado federal, candidato ao governo, em 1998, e ao Senado, em 2002 – quando quase fui eleito, tendo obtido o equivalente hoje a mais de 1 milhão de votos.
Cite dois projetos que pretende apresentar, se eleito, e explique de onde virão os recursos para implementá-los?
Uma das minhas principais bandeiras é a defesa das consumidoras e dos consumidores, nos últimos 12 anos, foram incluídos 40 milhões de pessoas no mercado de consumo, isso precisa ser regulamentado. Precisamos melhorar o mercado para proteger essas pessoas, é uma bandeira que não tem classe social, desde a classe baixa até a mais alta é consumidora. Além disso, vou atuar vinculado à luta do senador Pain, na defesa urgente do cooperativismo e dos aposentados. O fator previdenciário é uma iniquidade e precisa ser extirpado, é uma das crueldades deixadas pelo governo anterior, do outro time que nós não queremos que retorne. Precisa ser eliminada essa injustiça que afronta e viola a dignidade dos aposentados.
Perfil
Nome: Milton Mendes de Oliveira
Naturalidade: Criciúma
Idade: 61
Estado Civil: Casado
Grau de instrução: Superior Completo
Quantos filhos e netos: três filhos
Ocupação declarada: Advogado trabalhista
Especial Jornal Gazeta


















