O Hospital São José, de Criciúma, alcançou nesta semana uma marca histórica em sua trajetória na área de transplantes: o 150º transplante renal realizado pela instituição. O procedimento também representa um momento especial para o serviço, já que foi o segundo transplante renal entre doadores vivos realizado no hospital, desta vez com uma filha doando um rim para a própria mãe.
A cirurgia foi realizada com sucesso e, segundo a equipe responsável, tanto a doadora quanto a receptora evoluem bem. O procedimento representa mais um passo na trajetória de um serviço que vem ampliando sua experiência e qualificação desde que o Hospital São José foi habilitado para a realização de transplantes renais, em 2019.
“Chegar ao 150º transplante renal é um marco muito importante para o nosso serviço. Esse procedimento, em especial, também tem um significado diferente por ser o nosso segundo transplante com doador vivo, uma filha que doou um rim para a mãe. Tudo correu muito bem, o que demonstra a capacitação da equipe e toda a experiência que fomos adquirindo ao longo desses anos”, destaca a nefrologista, coordenadora do Serviço de Transplantes do HSJosé e diretora técnica da instituição, Dra. Cassiana Mazon Fraga.
Um serviço que atende toda a região
O transplante renal faz parte de uma linha de cuidado mais ampla oferecida pelo Hospital São José aos pacientes com doenças renais. A instituição é referência regional no atendimento de casos de maior complexidade, acompanhando pacientes desde o diagnóstico e tratamento da doença renal até situações em que o transplante passa a ser indicado.
“Somos referência no tratamento das doenças renais. Esse cuidado envolve tanto a diálise quanto o transplante renal. São tratamentos que fazem parte de uma mesma linha de cuidado e que precisam estar disponíveis para os pacientes que necessitam deles. Desde a habilitação para a realização dos transplantes, o HSJosé passou a oferecer à população da região uma alternativa de tratamento de alta complexidade que, anteriormente, exigia o deslocamento de pacientes para outros centros”, explica Dra. Cassiana.
A marca dos 150 transplantes representa, portanto, 150 pacientes que passaram por um processo de avaliação, preparação e acompanhamento especializado. Por trás de cada procedimento estão também familiares, doadores e profissionais de diferentes áreas envolvidos em uma jornada que começa muito antes da cirurgia e continua após o transplante.
Segundo transplante com doador vivo
O procedimento que levou o HSJosé à marca de 150 transplantes tem ainda uma particularidade: trata-se do segundo transplante renal com doador vivo realizado na instituição.
Neste tipo de procedimento, uma pessoa saudável pode doar um dos rins para um familiar ou outra pessoa que tenha compatibilidade e atenda a todos os critérios médicos e legais estabelecidos para a doação. Antes da cirurgia, o doador passa por uma série de exames e avaliações para garantir que a retirada do órgão seja realizada com segurança.
No caso do 150º transplante, a doadora foi a filha da paciente que recebeu o rim. A cirurgia transcorreu conforme o planejado e a evolução positiva das duas pacientes representa também um resultado importante para toda a equipe envolvida.
Qualificação do serviço
Além da marca alcançada, o Serviço de Transplantes do Hospital São José vive um momento importante de avaliação. Em setembro, a instituição deverá passar por uma nova avaliação do Ministério da Saúde relacionada à qualidade do serviço de transplantes. A expectativa da equipe é alcançar a classificação máxima prevista na avaliação.
“Hoje temos indicadores muito bons e esperamos conseguir a classificação máxima de qualidade do Ministério da Saúde. Teremos uma avaliação agora em setembro, e isso também é resultado de todo o trabalho que vem sendo desenvolvido pela equipe”, afirma Dra. Cassiana.
A avaliação considera diferentes aspectos relacionados ao funcionamento dos serviços de transplantes e faz parte do acompanhamento e da qualificação da assistência oferecida aos pacientes.
150 transplantes, muitas histórias
A marca alcançada pelo Hospital São José também representa uma trajetória construída ao longo de sete anos de atuação na área. O serviço foi habilitado em 2019 pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Sistema Nacional de Transplantes para a realização de transplantes renais.
Desde então, a equipe acompanhou diferentes histórias de pacientes que enfrentavam a doença renal e a rotina da diálise e passaram a ter no transplante uma possibilidade de mudança na qualidade de vida.
“Cada transplante é uma nova oportunidade para o paciente. Chegar aos 150 procedimentos mostra que estamos conseguindo oferecer esse tratamento aqui, para a nossa região, com uma equipe cada vez mais preparada e com indicadores que demonstram a qualidade do serviço”, ressalta a nefrologista.
A trajetória também envolve o trabalho conjunto com o Sistema Nacional de Transplantes, a Secretaria de Estado da Saúde, a Central Estadual de Transplantes, além de profissionais e instituições que participam das diferentes etapas do processo de doação e transplante.



















