Um momento na televisão e no rádio exclusivo para que os candidatos possam apresentar suas propostas aos eleitores. É com este intuito que o horário eleitoral gratuito foi instituído pela lei Nº 4.737, de 15 de julho de 1965, que criou o Código Eleitoral Brasileiro. Os programas são veiculados de segunda-feira a sábado, pela manhã e ao meio-dia no rádio e à tarde e à noite na televisão. Para a eleição deste ano, quando a população deve escolher seu representante a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República, alguns eleitores de Içara, se dividem quando o assunto é acompanhar os programas eleitorais.
O coletor de lixo Geovani de Oliveira da Silva diz que geralmente assiste, não somente o horário eleitoral, mas todos os programas políticos. “Temos que saber o que se passa na política, e principalmente, o que os candidatos falam para a gente fazer uma avaliação e escolher um bom nome. O horário eleitoral é um momento muito importante, que deve ser visto por todos”, afirmou o morador do bairro Vila Nova.
Com 1/3 do tempo do programa sendo destinado de forma igual e o restante com a divisão, conforme a representação de cada coligação dentro da Câmara nacional, na análise do estudante de economia, Mateus Veiga, o horário político está dividido de forma errada, mas considera que sempre quando tem oportunidade acompanha. “Pelo certo, deveria ser de forma igualitária. Por exemplo, todos os candidatos a governador deveriam ter o mesmo tempo de televisão e rádio para que nenhum tivesse vantagem como acontece no sistema atual”, pontua.
Embora acredite que o tempo para cada candidato seja importante, a dona de casa Janete Rodrigues, reclama do excesso do número de candidatos. “Não assisto direto porque não tenho tempo, mas sempre quando dá acompanho. É um momento muito importante, pois temos que analisar os candidatos e ver quais são os melhores para votar. Mas o problema é que são muitos o que nos deixa indecisos. Sem contar que nesta eleição temos que votar para cinco cargos diferentes”, colocou.
Não acompanham
Embora haja pessoas que buscam tempo para acompanhar o horário eleitoral gratuito, outros preferem não ver, como é o caso da professora, Patrícia Pacheco de Oliveira, de 26 anos. “Eu desligo a TV quando começa o programa. Não acompanho porque é sempre a mesma palhaçada, eles falam muito e fazem pouco”, desabafa Patrícia.
Na mesma linha de Patrícia, está à costureira Eva Moraes. “Não assisto por dois motivos: primeiro porque o tempo é curto e segundo porque também não gosto. É sempre a mesma coisa, os candidatos sempre se mostram bonzinhos, mas depois de eleitos nada muda. Nada das coisas boas que falaram acontece”, fala desanimada a moradora do bairro Tereza Cristina.
Já o aposentado Valmir Rachik, destacou o tempo longo do horário eleitoral gratuito. “Não acompanho porque não sobra tempo, já que o programa tem um período longo, o que faz com que não dê para ficar em frente da televisão ou do rádio. Mas, de qualquer forma, não defino meu voto pra ele, e sim por todo o contexto, de tudo que o candidato já apresentou”, enfatizou ele, dizendo que deve votar em alguém que realmente dê ênfase aos aposentados. “Não vejo porque toda eleição é a mesma história. Esse é um tempo totalmente desnecessário”, reclamou, por vez, o aposentado Antônio Essebon.
As propagandas televisivas e radiofônicas devem se estender até o dia 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno. Caso seja necessária a realização de segundo turno, para governador e/ou presidente, o horário eleitoral gratuito acontecerá entre 11 e 24 de outubro, com os eleitores voltando às urnas no dia 26 de outubro.
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