Em Assembleia encerrada agora há pouco no Sindicato dos Metalúrgicos os bancários aceitaram a proposta dos bancos e encerram a greve que completaria nesta sexta-feira 30 dias. O atendimento dos bancos volta ao normal amanhã, dia 7, em toda Região. Pela primeira vez a categoria fecha acordo por dois anos.
Para 2016 receberá 8% de reajuste mais abono de R$ 3.500, que seria pago até 10 dias após assinatura da CCT. No vale-alimentação, aumento de 15% e no vale-refeição e no auxílio creche-babá aumento de 10%. Para 2017, a proposta prevê reajuste de reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as demais verbas. A PLR será reajustada em 8% em 2016 e inflação mais 1% de aumento real em 2017.
Uma importante conquista é a implantação da licença-paternidade de 20 dias, conforme lei sancionada neste ano durante o governo Dilma Rousseff. Os dias parados serão abonados. Na avaliação do presidente do Sindicato dos Bancários, Edegar Generoso foi uma das greves mais longas e difíceis desde 2004. “Sabíamos pela conjuntura que será complicada, por isso avaliamos como um bom acordo para dois anos e, mesmo sem ganhar a inflação este ano, somando os percentuais dos dois anos a perda é de menos de – 2%. Saímos vitorioso graças a resistência dos bancários que mantiveram firmes mostrando força na luta”, pontuou o sindicalista.
A greve foi deflagrada dia 6 de setembro no país e 8 de setembro na base de Criciúma. Em Criciúma fechou 52 agências e três departamentos abrangendo cerca de 800 trabalhadores.
Colaboração: Maristela Benedet



















