quinta-feira, 14 maio, 2026
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Ferrovia Tereza Cristina completa 130 anos de história

Junto com o primeiro apito da Maria-Fumaça, pertencente a The Donna Thereza Christina Railway Company Limited, em 1º de setembro de 1884, toda região Sul de Santa Catarina começou a trilhar os caminhos do desenvolvimento. A inauguração da Estrada de Ferro aconteceu em Tubarão e o nome, Tereza Cristina, foi uma homenagem à esposa do então imperador D. Pedro II.

Em seu início, com a exploração do carvão mineral na região de Lauro Müller, era necessário um meio de transporte para escoar o minério das carboníferas do Sul de Santa Catarina até o Porto de Imbituba. A construção iniciou em 1880, pela empresa James Perry Co, por meio do visionário Visconde de Barbacena, que após muitos estudos resolveu colocar em prática seu projeto. O investimento era inglês, mas a mão de obra empregada, era em sua maioria, de imigrantes italianos, que aportaram na região alguns anos antes. Começava aí uma grande história, que também enfrentou períodos difíceis.

O primeiro trecho de trilhos foi utilizado no mesmo ano da inauguração da ferrovia, porém não demorou muito para os ingleses perceberem que o carvão não serviria para ser exportado, a qualidade não era boa para os fins comerciais desejados. Era o início das muitas dificuldades que a Ferrovia sofreria. Mesmo assim, insistia em transportar o carvão. Por quase quatro décadas, o transporte de passageiros, animais e mercadorias foi a única fonte de renda da ferrovia.

A principal expectativa da FTC é a implantação dos projetos Ferrovia Litorânea e Ferrovia Leste-Oeste, que além de integrá-la à malha ferroviária nacional, se constituirão em importantes corredores de cargas, ao permitir ampliar o acesso ferroviário aos portos e ao extremo Oeste de Santa Catarina, contribuindo, significativamente, para o desenvolvimento do Estado. Essa ampliação proporcionará o transporte de muitos outros produtos como cerâmica, granéis agrícolas e minerais, fertilizantes, metalúrgicos e siderúrgicos, produtos frigorificados, madeiras e derivados, carga geral e contêineres. Produtos de extrema importância para a região de atuação, o país e o mundo.

Estrutura Operacional

– 164 km de linha férrea

– 13 locomotivas

– 466 vagões

– Monitoramento da frota via satélite

– Oficinas de manutenção de locomotivas, vagões e via férrea

– Acesso ao Porto de Imbituba

– Controle operacional, administração e Sistema de Ocorrências Ferroviárias, informatizados

Colaboração: Vanessa Mendes/Comunicação Ferrovia

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