sábado, 20 junho, 2026
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Vigilantes, os profissionais que dedicam suas vidas à proteção e segurança da sociedade

 

Por Alexandra Cavaler

 

Enquanto a maioria das pessoas descansa, celebra momentos em família ou segue sua rotina sem grandes preocupações, milhares de profissionais permanecem atentos, observando cada movimento, prevenindo riscos e preparados para agir diante de qualquer situação. Muitas vezes discretos e longe dos holofotes, os vigilantes desempenham uma das funções mais importantes para o funcionamento da sociedade: garantir a segurança de pessoas, patrimônios e instituições.

Presentes em escolas, hospitais, indústrias, instituições financeiras, repartições públicas, centros comerciais, eventos e nas ruas, esses profissionais são responsáveis por transmitir tranquilidade à população e proteger ambientes que fazem parte do cotidiano de todos. Neste 20 de junho, Dia Nacional do Vigilante, a data vai além de uma homenagem. É um momento de reconhecimento a homens e mulheres que fazem da proteção uma missão diária e que, frequentemente, colocam o dever acima do próprio conforto.

Mais do que presença física

 

A profissão exige muito mais do que presença física. Atenção constante, capacidade de observação, preparo técnico, equilíbrio emocional, disciplina e responsabilidade fazem parte da rotina desses trabalhadores. Em muitos casos, a atividade envolve jornadas noturnas, trabalho em finais de semana e feriados, além da necessidade de estar sempre pronto para responder a situações inesperadas.

Em Criciúma, o vigilante Leonardo Silva conhece bem essa realidade. Atuando na área da segurança privada há quase quatro anos, ele destaca que a rotina exige atenção permanente e comprometimento com a função. “A nossa rotina é baseada na prevenção. Precisamos estar atentos o tempo todo, observando movimentações, controlando acessos e identificando qualquer situação que possa representar risco. O maior desafio é justamente manter esse nível de atenção durante toda a jornada e estar preparado para agir com calma quando necessário”, afirma.

Segundo Leonardo, algumas características são fundamentais para quem escolhe seguir na profissão. “Um bom vigilante precisa ter responsabilidade, disciplina, equilíbrio emocional e respeito pelas pessoas. Também é importante ter preparo e saber tomar decisões rápidas sem perder o controle da situação”, ressalta.

História da categoria

A história da categoria é marcada por avanços e conquistas. A profissão foi regulamentada oficialmente no Brasil em 1983, por meio da Lei nº 7.102, que estabeleceu as bases para o exercício da atividade e garantiu maior segurança jurídica aos profissionais do setor.

Mas a vigilância privada tem raízes ainda mais antigas. Os primeiros serviços organizados surgiram no século XIX, nos Estados Unidos, chegando ao Brasil na década de 1960. Inicialmente concentrada na proteção de instituições financeiras, a atividade expandiu-se ao longo dos anos e passou a atender diferentes áreas da sociedade.

Para Leonardo, a importância da profissão vai muito além da vigilância patrimonial. “Muitas vezes as pessoas enxergam apenas a presença do vigilante passando em frente às suas casas, mas o nosso objetivo é proteger vidas, evitar problemas e contribuir para que as pessoas possam desempenhar suas atividades com tranquilidade e segurança”, destaca.

Neste Dia Nacional do Vigilante, Leonardo também faz questão de deixar uma mensagem de reconhecimento aos colegas de profissão e de conscientização para a população. “Gostaria que as pessoas reconhecessem a importância do trabalho dos vigilantes. Estamos aqui para proteger, orientar e ajudar. É uma profissão que exige muito comprometimento e que merece respeito e valorização. Aproveito para parabenizar todos os colegas que exercem essa missão com dedicação e profissionalismo todos os dias”, conclui.

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