Em fevereiro de 2011, Ronaldo Lima, popular Nardo, assumiu a presidência da Associação Esportiva e Recreativa São José, de Içara. Nesses quatro anos a frente do clube alviverde, a equipe criou uma hegemonia no Campeonato Içarense. São três títulos conquistados e uma participação até a semifinal.
Segundo ele, o segredo é a união. “O forte do São José é a união. Tenho o grupo de 25 jogadores como uma verdadeira família. Sempre que dou a preleção falo que quero ser amigo dos jogadores e que eles sejam meus amigos. A união faz a força e a força faz onde a gente quer chegar. Temos jogadores desde o primeiro título. Hoje estamos fazendo o que a Vila Nova e o Caiçara fizeram em anos anteriores”,destaca Nardo.
O último título municipal do São José havia sido em 1988, quando a competição se chamava Campeonato da Amizade. E entre os municipais, o São José disputou o Praião, competição em que conseguiu chegar à semifinal. “Fizemos uma campanha inédita e nunca chegamos tão longe no Praião. Em 2011/2012 não fomos campeões por um detalhe”, analisa.
Embora tenha se tornado um presidente vitorioso, Nardo declara que não tinha a intenção de assumir o clube. Ele conta que na época, participou das reuniões para a escolha da nova diretoria apenas como colaborador, mas na ausência de alguém que tomasse frente assumiu o desafio.
“Entrei de gaiato. Fui na reunião apenas para colaborar e na época eu queria jogar. Ninguém estava querendo assumir a responsabilidade e desta forma o São José ia parar com as suas atividades. Sugeriram meu nome, mas falei que não tinha condições. Só que na segunda reunião, pensei em meu pai (Adício Augusto Lima, já falecido), que foi um dos fundadores do clube e acabei aceitando”, recorda Nardo.
Em fevereiro do próximo ano, encerra o seu mandato e será lançado um novo edital. “Caso alguém se interesse a assumir a presidência ajudarei. Mas vou ficar á disposição apenas para buscar recursos e jogadores. Na verdade quero me dedicar ainda mais a minha família e ao meu filho de 2,5 anos. Mas caso não tenha ninguém, continuo. Mas vamos ver”, pondera.
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