Mulher afirma que aguardou por horas pelo atendimento e que o animal continuava na areia, debilitado e exposto ao risco de atropelamento; até o fim da tarde, não havia confirmação do resgate
Um pinguim encontrado debilitado na orla de Balneário Rincão, mobilizou uma moradora de Içara na manhã desta terça-feira (27). Preocupada com as condições do animal, ela acionou órgãos responsáveis e permaneceu no local aguardando o resgate. No entanto, segundo a mulher, que preferiu não se identificar, o atendimento não ocorreu conforme as informações que recebeu por telefone.
A moradora contou que estava caminhando pela praia quando percebeu o pinguim se debatendo nas ondas. O primeiro avistamento ocorreu por volta das 11h20. Mais tarde, às 13h20, ela voltou a observar o animal, que já estava na areia.
“Sou de Içara, fui dar uma volta na praia e o pinguim logo apareceu se debatendo nas ondas. Estava debilitado, acionei os órgãos e fiquei aguardando”, relatou.
De acordo com a mulher, às 11h33 ela entrou em contato com um dos números disponíveis e recebeu a informação de que uma equipe iria até o local. Como o atendimento não ocorreu, ela voltou a ligar às 14h10 para buscar informações sobre o resgate.
Na segunda ligação, conforme o relato, foi informada de que uma equipe já teria passado pelo local e que o pinguim estaria se recuperando. A moradora, porém, contestou a informação. “Eu fiquei o tempo todo lá e ninguém foi”, afirmou.
Ela relatou que precisou deixar a praia sem conseguir acompanhar o possível resgate e demonstrou preocupação com a situação do animal, que, segundo ela, permanecia debilitado e corria o risco de ser atropelado.

A moradora também destacou que um dos órgãos ambientais acionados respondeu rapidamente, enquanto o contato feito com outro serviço não teria resultado em uma solução para o caso. “Eu até ia fazer um vídeo do resgate para enviar, mas infelizmente não deu certo”, lamentou.
Até as 15h47, a mulher informou que ainda não tinha recebido notícias sobre o destino do pinguim nem confirmação de que o animal havia sido resgatado.
O caso chama a atenção para a importância de um atendimento ágil quando animais silvestres são encontrados debilitados em áreas públicas. A orientação é evitar tocar ou tentar capturar o animal por conta própria, mantendo uma distância segura enquanto se aguarda a chegada de profissionais capacitados.
Resgatado
A professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, bióloga e idealizadora/coordenadora do Museu de Zoologia informou que a equipe regatou e levou o pinguim à Unidade de Estabilização da UDESC.



















