quinta-feira, 14 maio, 2026
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Manoel Mota busca seu sétimo mandato na Alesc

O Jornal Gazeta iniciou uma série de reportagens com os candidatos a deputados estaduais da região e o primeiro a ser entrevistado é Manoel Mota (PMDB). Pleiteando seu sétimo mandato, Mota entrou na vida política em 1982, quando foi candidato a prefeito de Araranguá e entrou para o parlamento catarinense em 1990. Ele define sua trajetória política com muito trabalho, presença e dedicação ao Sul do estado. “Sempre luto de corpo e alma pelos objetivos que estabeleci para a minha vida pública.  Entrei para o MDB numa época em que era proibido falar e protestar sob possibilidade de ser preso pela ditadura. Hoje, fico honrado em saber que faço parte do partido que mudou a história do Brasil lutando pela democracia”. 

Por que o desejo de disputar a reeleição?

Nosso momento exige que o Sul catarinense continue fortemente representado por alguém que conheça os caminhos a serem percorridos em defesa dos interesses da nossa gente. Ao longo desses 32 anos de vida pública conquistamos muitas obras e ações que beneficiaram a população, principalmente da região sul, mas tenho como objetivo de vida ver concluídas obras como a Serra do Faxinal, Serra da Rocinha, Barragem do Rio do Salto, Interpraias, pavimentação até a antiga Escola Agrotécnica, em Santa Rosa do Sul, pavimentação da rodovia que liga o Barro Vermelho, em Araranguá, a BR-101 em Maracajá, projeto técnico e pavimentação da rodovia que liga Jacinto Machado a Praia Grande. Todas essas obras estão muito bem encaminhadas e posso afirmar que estão na marca do pênalti, por isso vou concorrer a mais um pleito e assim ver todas elas prontas. 

Como avalia suas chances de se reeleger?

São muito boas, pois preparei meu caminho trabalhando sempre. Abracei firmemente os projetos da região, fazendo deles minhas bandeiras de luta. Assim, tenho certeza que nossa gente saberá reconhecer meu esforço e meu trabalho, dando-me a oportunidade de continuar trabalhando pelo Sul.

Considera importante a região ter uma representatividade no legislativo?

Sim, isso é de fundamental importância, pois as lutas da nossa gente precisam ecoar junto ao governo do Estado.

Quais as vantagens dessa representatividade?

Quando acontecem na Assembleia às decisões relacionadas a investimentos é preciso ter alguém que lute e defenda nossa região, digo isso relacionado a mostrar a força da nossa gente, pois, sem representação, dificilmente acontecerá uma divisão justa que possa atender os anseios e necessidades do nosso Sul catarinense. Um deputado fortalece a região e dá mais “voz” aos pleitos da população.

Como você avalia a situação da região Sul? E o estado de Santa Catarina, qual a sua avaliação para o momento vivido atualmente?

Vive um processo decrescimento. Inúmeros fatores têm contribuído para isso, e podemos destacar as obras da área de infraestrutura, como rodovias, portos, aeroportos que são o tripé do desenvolvimento. Ressalto como a maior das conquistas, a duplicação da BR – 101 e os acessos pavimentados a todos os municípios, bem como a vinda do gás natural para região. Estamos colhendo os frutos de um trabalho realizado ao longo dos anos, exemplo disso são as recentes conquistas na área de educação e saúde, como a implantação da UTI neonatal no Hospital Regional, aquisição de equipamentos para apoio e diagnóstico do hospital e a Policlínica Araranguá, totalizando o investimento de R$ 15 milhões na saúde. A UTI neonatal será a única pública de Florianópolis a Porto Alegre, por isso a sua importância em salvar vidas. Na área da educação o maior destaque é a implantação do curso de medicina no campus da UFSC de Araranguá.

Que projetos estariam dentro de sua visão estratégica para a região?

O desenvolvimento da indústria sem chaminé, o turismo, bem como atração de empresas de tecnologia, a valorização da agricultura familiar, através da inovação e prática de novas culturas. O fortalecimento da matriz energética, principalmente a ramificação do gás natural para nossas cidades e indústrias.

Quais as áreas que precisam de mais atenção, a seu ver, na região?

Educação, saúde e segurança são temas que sempre merecerão minha atenção e dedicação.

Concorda com a candidatura de pessoas que respondem a processo na Justiça?

Não. Este é o primeiro passo para moralizar a política. Precisamos banir os políticos que tem problema e construir um novo norte para nação. Com mais de 30 anos de vida pública, posso afirmar que nunca compartilhei de nada do gênero. A população precisa saber diferenciar as pessoas que vivem na vida pública. Não canso de dizer que, minha vida é um livro aberto e que sempre atuei honrando cada pessoa que a mim confiou o vender de representá-lo. Por isso, digo que as pessoas devem avaliar muito bem a história de vida e o trabalho de cada candidato.

Já ocupou algum cargo público eletivo? Se sim, quais foram os principais projetos ou ações desenvolvidos durante a sua gestão?

Sim. Em 1982 fui eleito prefeito de Araranguá, depois me candidatei a deputado estadual e hoje estou no meu sexto mandando como parlamentar. Atuei na defesa da duplicação do trecho Sul da BR-101, da pavimentação das Serras da Rocinha e do Faxinal, a construção do aeroporto de Jaguaruna e a extensão da rede de gás natural até o Vale do Araranguá também estiveram no foco das minhas atividades. Lutei a favor da chegada de novas indústrias no Sul, como a Alliance One, CTA, Tramonto, Philip Morris e Cimolai. Também contribui com a vinda do tomógrafo do Hospital Regional, a construção de mais de dez ginásios de esportes no vale, entrega de mais de 1300 casas populares, pagamento das indenizações da Barragem do Rio do Salto.

Cite dois projetos que pretende apresentar, se eleito, e explique de onde virão os recursos para implementá-los.

Aproveitando os encaminhamentos já realizados na área de infraestrutura, penso que precisamos criar ferramentas de fortalecimento e organização de todo o trade turístico da região dos caminhos dos cânions, bem como a valorização da agricultura familiar através da implantação de culturas alternativas com maior valor agregado de resultado.

Na área do turismo podemos alavancar recursos públicos federais, estaduais e até de organismos internacionais. Na área da agricultura familiar temos inúmeros caminhos a serem percorridos, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador, poupança Rural, recursos próprios de bancos cooperativos, recursos ordinários do BNDS e fundo do orçamento geral da União e do Estado.

 

Perfil

Nome: Manoel Mota

Apelido: Mota

Naturalidade: Araranguá

Idade: 73 anos

Estado Civil: Casado

Grau de instrução: Fundamental completo

Quantos filhos e netos: três filhos e nove netos

Ocupação declarada: Caminhoneiro

 

Especial Jornal Gazeta

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