sábado, 25 maio, 2024
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Em busca de solução para o HMISC

Por Alexandra Cavaler

 

Em encontro realizado no Legislativo alguns encaminhamentos foram dados para acabar ou diminuir a alta demanda no Hospital Santa Catarina

 

 

A grande demanda na busca por atendimento pediátrico no Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) levou a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Criciúma, presidida pelo vereador Paulo Ferrarezi, a chamar os responsáveis pela unidade hospitalar, pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPA- 24h: Rio Maina e Próspera), diretor técnico do Hospital São José e secretário Municipal de Saúde para tentar encontrar um caminho que possa resolver ou, pelo menos, amenizar a situação. Somente no Materno Infantil, a média é de cinco mil atendimentos/mês. Nas UPAs também houve um aumento significativo; somente em fevereiro foram 2.050 crianças (0 a 14 anos); além de 3.800 crianças na atenção básica, sem contar a procura também no São José e nas unidades privadas. Em Criciúma são 37 mil crianças.

 

Entre os encaminhamentos elencados está o agendamento de uma reunião junto ao Governo do Estado, onde serão solicitados recursos para a contratação de mais médicos pediatras, a exemplo do que ocorreu em 2022, para desafogar a demanda; uma campanha de educação em saúde que mostre à população os lugares adequados de acordo com a situação enfrentada, pois muitas crianças poderiam ser levadas, de acordo com os técnicos presentes no encontro, à unidade básica, o que diminuiria o fluxo no Santa Catarina; e o Município, segundo o secretário de Saúde, Acélio Casagrande, além de fazer parte da comitiva que vai à capital catarinense, afirmou ter 16 pediatras na rede, além dos clínicos gerais que podem realizar esses atendimentos.

 

“Nós, através do telesaúde, percebemos que mesmo com toda a oferta ainda faltam consultas. Então, nós estamos em conversa, por meio do consórcio, com empresas que queiram se habilitar para que a gente tenha um complemento, 24 horas, de consultas via telemedicina. Além disso, nas unidades de saúde, tanto o pediatra quanto os clínicos podem prestar esse atendimento. Até mesmo a equipe de enfermagem está preparada quando são casos leves”, avaliou, acrescentando: “São agendadas 24 consultas diariamente, e mais quatro por período para atendimentos de urgência; são 1.230 vagas/mês a nossa capacidade para os 16 pediatras. Inclusive eles atendem não somente os agendados, mas a gente remaneja para o atendimento na unidade que há vaga. Então, nós vamos juntos buscar alternativas, vamos continuar acompanhando o Materno Infantil e a movimentação nas unidades também.

 

Raphael Elias Farias, diretor técnico HSJosé, apresentou a comparação entre os dois primeiros meses de 2023 e 2024. “O que a gente vê no histórico, comparado 2023 para 2024, é o aumento da procura no pronto atendimento em 30%. Onde no ano passado nós atendíamos, em média, 4.300 pacientes; neste ano foram 5.600 atendimentos. Isso, historicamente, são meses com menor fluxo de atendimento do hospital. Isso só pronto-socorro. É preciso buscar as causas e tentar encontrar soluções; é preciso direcionar os pacientes para os locais adequados de atendimento, seja por meio da orientação ou até mesmo da disponibilidade de telemedicina para casos menos graves. É realmente um desafio lidar com o aumento na procura e garantir que cada paciente receba o atendimento correto e oportuno; assim como também é essencial garantir que aqueles que realmente necessitam de atendimento especializado recebam a atenção necessária dentro do tempo adequado”.

 

Participantes avaliam encaminhamentos propostos

“Precisávamos iniciar essa conversação para que os encaminhamentos sejam efetivados e as soluções encontradas para dar o atendimento correto à saúde de Criciúma, e isso ocorreu”, avaliou César Augusto de Magalhães, diretor geral do HMISC. “Há uma movimentação do município de estar tratando com as unidades de saúde, para ampliar. E nós vamos fazer um trabalho para que os pais procurem as unidades antes de ir para o Hospital Santa Catarina. Claro que tem algumas crianças que é necessário ir diretamente ao hospital, e vamos marcar uma reunião com a Secretaria de Estado da Saúde para buscar, quem sabe, recursos para ampliar o número de médicos para atender essas crianças. Onde tiver um espaço para eles possam fazer esse atendimento. Aconteceu em 2022 e é isso que estamos precisando agora para tentar resolver essa situação de vez. Estamos satisfeitos com os primeiros encaminhamentos”, emendou o vereador Paulo Ferrarezi.

 

Fonte: jornal Tribuna de Notícias 

Foto:  Nilton Alves 

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