O tempo passa e com isso, o dia da eleição para presidente, governador, senador, além de deputados federal e estadual está chegando. No próximo dia 5, eleitores de todo o Brasil devem ir aos seus domicílios eleitorais e na urna digitar quem gostaria que ocupassem os cargos entre 2015 e 2018 (ou 2015 e 2022 no caso de senador). Faltando apenas dez dias para o pleito, em Içara a opinião se divide em relação à escolha dos candidatos. Alguns já tem todos os votos definidos. Outros, apenas em alguns cargos. E, ainda há aqueles que devem não ir votar no próximo dia 5.
A professora aposentada Vanir Pacheco Silva é militante do Partido Progressista e relatou que já tem os cinco votos definidos. Todos eles, com base no partido em que apoia. “Todos que irei votar é porque já tenho conhecimento dos trabalhos deles, mas como sou político-partidária isso ajuda. O candidato pode não ser do PP, como o Paulo Bauer (PSDB) e o Paulinho Bonhausen (PSB), mas eles estão coligados com o partido no qual faço parte. Agora, dia 5 é só confirmar os votos na urna”, comentou Vanir.
Se a eleitora partidária já tem todos os seus votos definidos, a mesma situação não acontece com o pintor Paulo Silva. Ele declarou que dos cinco votos, apenas dois já tem endereço certo. “Para presidente e para governador já estão definidos, mas para deputados não. Meu voto é decidido pelo o que as pessoas fazem, muitas vezes até mesmo antes de tentar ser candidato. Para presidente e governador é tranquilo escolher porque são poucos, mas para deputado é muito confuso. São vários candidatos. É difícil de avaliar”, colocou Silva.
Já o estudante Vitor Neves, de 20 anos, declarou que vai para a sua segunda eleição, mas a primeira para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. “Acho que nessa é mais difícil escolher os candidatos do que para vereador e para prefeito. Quando é uma eleição municipal, nós conhecemos de ver na rua, de ver se realmente trabalham, de ver o que fazem pela população. Então se pode ter uma análise melhor, pois conhecemos os candidatos”, contou.
Neves ainda destacou que como esta é uma eleição estadual e federal, busca principalmente saber das informações através de pesquisas na internet e de conversas com as pessoas. “As placas espalhadas nas ruas acredito que mais prejudica do que ajuda, pois você não deve votar apenas por ver o rosto e ponto final. Até ajudaria se fosse um ou dois candidatos que fizesse isso, pois você iria ver e tentaria buscar informações sobre esses candidatos. Mas como são tantos que fazem isso, acaba apenas causando poluição visual. E horário eleitoral na televisão e no rádio serve apenas para fazer análise sobre os candidatos a presidente, a governador e um pouco para senador, porque para deputado não tem como”, alegou o estudante.
Voto em branco
Enquanto há algumas pessoas que ainda estão indecisas em relação a quais candidatos votar na eleição deste ano e outros que já estão definidos, alguns se quer tem a preocupação de analisar as propostas. Isso, por muitas vezes, acontece com o descrédito que alguns eleitores tem com os políticas. Este é o caso Ana Salvador, moradora do Centro de Içara. Ela afirma que toda a sua família irá às urnas no próximo dia 5, mas não digitarão números e sim clicarão na tecla branca.
“Até pensei em não ir votar e depois justificar, mas como na urna tem a teclinha branca, decidi por votar em branco. Todo mundo lá em casa fará a mesma coisa. Ao todo são quatro votos. Isso para todos os cargos. Até pensei em votar em naqueles que provavelmente vão ganhar pouco voto, que estão participando apenas por participar, mas acabei achando melhor votar em branco”, comentou.
Ela disse não aguentar mais a situação na saúde e na educação do Brasil. “Toda eleição é a mesma coisa. Quem está no poder diz que a educação e a saúde estão maravilhosas e ainda vão melhorar. Quem não está, diz que se entrar vai melhorar tudo. Mas nem um e nem outro. Nós que precisamos dos serviços públicos sabemos como realmente é e que nunca muda. Então chega de votar nessa laia”, acrescentou a dona de casa.
Situação semelhante vive o aposentado João Jucoski. Por já ter 79 anos, seu voto é facultativo, situação idêntica ao de todos os eleitores com mais de 65 anos. “Há um descaso muito grande com os idosos. Nós sentimos na pele, principalmente na saúde. Então para nós é independente de quem ganha, sabemos que o descaso deve continuar”, pontuou. “Acho que não vou votar, mas pode ser que no dia da eleição eu vá”, emendou Jucoski.
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