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“A reforma pode dar oportunidade para a economia crescer”

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Um dos principais assuntos no cenário nacional ao longo desta semana tem sido a reforma trabalhista, que foi aprovada no Senado Federal. Um ponto que deve mexer de forma expressiva com a economia do país, mas que gera divergência de opiniões entre os setores. Enquanto a classe patronal considera que as mudanças promovidas serão benéficas, os representantes da classe trabalhadora consideram que haverá prejuízos.

“Acreditamos que esta reforma nas leis trabalhistas é algo que pode dar oportunidade para a economia crescer, com mais criação de vagas de emprego, mais oportunidades ao trabalhador e ao empresário. Foi muito importante porque flexibilizou situações que estavam travadas desde a década de 1940”, considera o presidente em exercício da Associação Empresarial de Içara (ACII), Abílio Custódio da Silva.

“Diante desta reforma, haverá uma facilidade maior entre o empregador e o empregado para se realizar negociações. Antes era tudo muito travado, os dois lados chegavam a algum acordo, mas acabavam não podendo realizar a ação que acreditavam ser importante porque a lei impedia este acordo entre os dois. Agora não. Melhorou para todos os lados”, acrescenta.

Sindicatos contrários à reforma

“A última terça-feira vai ficar na história da classe trabalhadora como o dia em que o Senado Federal retirou dos trabalhadores direitos significativos, que ao longo do tempo, com muita luta, sacrifício, greves, conquistaram. Fica registrado como o dia do massacre ao direito dos trabalhadores, uma ação que modifica mais de 100 artigos da CLT”, declara a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Içara e de Balneário Rincão (Sindserpi), Edna Benedet.

O presidente do Sindicato das Indústrias Plásticas, Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, afirma que a resistência dos trabalhadores não deve parar. “Esta reforma trabalhista é um retrocesso, assim como outras reformas que estão sendo discutidas, como a da Previdência. Agora é o momento dos trabalhadores se unirem cada vez mais. Nós vamos estar na rua o tempo todo, contra este governo, que quer tirar o direito dos trabalhadores”, promete.

 

Especial Jornal Gazeta

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