Amarelinha é uma atividade recreativa antiga, passada de geração em geração. Entretanto, nos últimos anos, diante do advento da tecnologia, aos poucos vem se perdendo esse tipo de brincadeira, que sempre gerou alegria nas crianças. Por isso, a escola Augusta Scotti Bacis, no bairro Cristo Rei, promoveu um resgate da brincadeira incentivando os alunos a desenhar circuitos no pátio e a entrar na diversão.
E engana-se quem pensa que esta atividade atraiu apenas as crianças das séries iniciais. Adolescentes também estão aproveitando os intervalos para brincar. “Quando eu era criança, nunca gostei muito disso. Mas agora na escola, estou brincando direto de amarelinha. Estou gostando muito. É algo divertido”, diz a estudante Renata Moretto, de 14 anos, da nona série do ensino fundamental. “Acredito que agora realmente estou sendo uma criança”, completa a garota, que mora no próprio bairro.
Mas um ponto fundamental é que as amarelinhas não foram criadas por um adulto para que ficassem à disposição das crianças. Foram feitas pelos próprios estudantes. Essa situação faz com que os alunos tenham maior prazer em participar da atividade. “Quando fiquei sabendo, achei muito interessante. A escola deixou a gente desenvolver da forma que achávamos melhor”, conta Renata.
“Buscamos incentivar a criatividade dos alunos. Este foi um dos objetivos do projeto com a amarelinha. Foi fornecida a tinta a eles e também mostramos alguns exemplos. Mas os estudantes foram debatendo e criando novos modelos, acrescentando algumas situações. No fim, o projeto ficou muito bacana”, relata a diretora da instituição, Mônica da Costa Zanivan.
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