A igreja foi o lugar onde ambos deram os primeiros passos para uma grande paixão: a música. Levar alegria, contagiar o ambiente e fazer os outros sorrirem, para eles, é o mais gratificante.
“Eu comecei na vida musical muito cedo. Com seis anos de idade influenciado por minha família que sempre quando se reunia fazia serestas, tocava gaita, violão. Com isso fui tendo uma forte ligação com a música nos tempos de escola, faculdade e com os colegas, afinal é sempre legal ver alguém cantar e tocar numa roda de amigos”, diz o professor de geografia Gilberto Toretti de Faveri, que nasceu em Içara, mas mora em Jacinto Machado. Beto também cantou na igreja, e até hoje, ainda participa das celebrações.
Hoje ele divide o palco com a analista de Inteligência Comercial, Aníbia Machado Giusti, que também iniciou a carreira de maneira religiosa. “Com 12 anos eu descobri o amor pela música, cantando na igreja, depois disso, passei por bandas de rock por onde cantei por quase seis anos e antes da dupla cantei mais três anos em banda baile”, conta. Segundo ela, toda essa experiência foi riquíssima, pois trouxe muita vivência musical, já que cantava diversos estilos.
Após participar de bandas baile, ela pensou em seguir um novo caminho: a carreira em dupla. “Eu e minha amiga Mariana sempre nos reunimos para tirar algumas músicas, mais por diversão, mas quando começamos a cantar em alguns locais a Mari já estava com alguns planos e resolveu ir para a Irlanda”, explicou. Foi então que a proposta foi feita para Beto, que é primo do marido de Aníbia. “Era para ser meio temporário, mas felizmente, foi permanente, temos uma sintonia muito boa, visto que ensaiamos pouco”, coloca a cantora.
“No início eu fiquei meio em dúvida, mas depois fui amadurecendo a ideia, pois já a conhecia e gostava muito dela. A Aníbia é muito talentosa, é um prazer dividir o palco com ela”, diz Beto, que toca violão e é responsável pela segunda voz.
Dupla eclética
No repertório da dupla, pop rock nacional e internacional, românticas dos anos 90 e as mais atuais como o sertanejo universitário. “Resumindo somos bem ecléticos”, pontuam.
A dupla geralmente se apresenta em bares e restaurantes, mas também adora cantar em casamentos e festas. “Todos os anos cantamos na Festa dos 7 Sabores da Saint Beer, e também, fazemos muitos casamentos. É muito legal poder participar de um momento tão especial e definir todos os detalhes do grande dia junto com os noivos”, diz Aníbia.
Ambos trabalham a semana inteira, e nos finais de semana é que fazem as apresentações. “A noite nós também nos apresentamos, mas sempre em horários que não prejudiquem o trabalho”, afirmam.
“Costumo dizer que nossos shows entram como um extra no orçamento. Gostamos de cantar por hobby, e também porque é bom uns “troquinhos” de vez em quando. Quanto a viver da música, acho muito difícil, pois como é um mercado muito competitivo, não é o suficiente para suprir um orçamento familiar mensal”, diz Beto, que é casado e pai de um menino de seis meses. A afinidade da dupla é tão grande que Aníbia e o marido são os padrinhos do pequeno.
Aníbia já teve a oportunidade de ingressar em grandes bandas, mas, financeiramente, segundo a cantora, não valeria a pena. “Fiquei muito feliz com os convites, mas apesar de amar cantar, a música não traria o retorno do meu atual trabalho, sem contar, que as agendas também atrapalhariam um pouco a convivência com a família e os amigos”, diz.
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