A içarense Kátia Castagna, aos 43 anos, teve há três meses o seu primeiro filho, nos Estados Unidos. Casada com um norte-americano, Nazário Rodrigues, ela encontrava dificuldades para engravidar, em função da idade e por causa de um problema no útero. Assim, ela acredita que dar à luz João Pedro só foi possível após a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de quem é devota.
“Casei com 39 anos e quando o casamento aconteceu disse que iríamos tentar ter um filho”. Ficamos três anos tentando, mas a gravidez não acontecia. Até que, em março do ano passado, eu engravidei e foi aquela felicidade imensa. Mas pouco tempo depois, acabei tendo um aborto, algo bem triste”, conta ela, sob forte emoção. “Na época, questionei o motivo, até porque sempre fui saudável”, acrescenta.
Em função do aborto espontâneo, Kátia precisou passar por uma raspagem e foi então que descobriu o motivo por ter perdido o bebê. “Foi observado que o meu útero não tem o formato normal. Tinha uma bifurcação, onde faz a divisão no útero, o que prejudica o alojamento do feto. E mesmo que se aloje, o bebê não consegue se desenvolver por não ter espaço”, relata.
Kátia explica que foi desencorajada pela ginecologista que realizava o atendimento a tentar ter outro bebê, em função da falha no útero e também pela idade. “Fiquei decepcionada no começo, mas depois falava para mim mesma que não era possível, eu queria ficar grávida. Tinha que ter essa graça. Foi quando comecei a rezar muito a Nossa Senhora. Até que, uns cinco meses depois, cheguei a dizer que iria adotar um filho, já que não tinha condições de ficar grávida. Até comecei a ver o sistema de adoção do Brasil. Mas ao mesmo tempo não perdia a fé”, coloca.
Outubro: mês de Nossa Senhora Aparecida
No Brasil, o mês de outubro é integralmente dedicado à Nossa Senhora Aparecida pela Igreja Católica. E Kátia conta que fez a novena da padroeira pelo programa do padre Reginaldo Manzotti. “Fiz com muita devoção e fiquei grávida”, destaca. “Pelas minhas contas, a gravidez ocorreu na semana do dia 12 de outubro”, continua.
“No final do mês de outubro, foi quando senti que estava grávida. No início, não contei para o meu marido, até que em meados de novembro fiz o teste de farmácia e deu positivo. Contei para o meu esposo e optamos por ainda esperar para contar para os familiares. Em dezembro, fomos no médico e no ultrassom foi constatado que estava tudo certinho até então. Mas, em função das questões que já haviam acontecido anteriormente, fui encaminhada para outro especialista”, afirma Kátia.
Com dois médicos acompanhando, os primeiros meses da gestação foram normais, até que, em março deste ano, ela sofreu com uma alergia provocada pelas mudanças nos hormônios. “É uma alergia horrível. E mais uma vez fiz oração à Nossa Senhora. A possibilidade era de que voltasse ao normal somente quando eu ganhasse o bebê. Mas creio que, por causa das orações, esta alergia sumiu bem antes”, destaca a devota.
O terceiro milagre que Kátia crê ter acontecido foi quando estava com 38 semanas de gestação (pelo menos ainda duas semanas antes do parto). Durante um exame de ultrassonografia, os médicos constataram que o bebê estava perdendo peso por causa do formato do útero e era necessário interromper a gravidez naquele momento.
“Foi preciso induzir o parto, já que não tinha a contração, e isso gera todo um risco. Fui para o hospital com a minha santinha, minha imagem pequena de Nossa Senhora Aparecida me acompanhando, e rezando para que desse tudo certo. A bolsa estourou, mas o bebê não saía. Estava prestes a ter que passar por uma cesárea, e eu não queria. No último momento, então meu filho veio ao mundo em parto normal”, ressalta.
Quando nasceu, a criança estava com pouco peso (2,5 quilos) e ainda tinha baixa taxa de glicose. “Ali foi outro baque. Até porque, no caso da glicose, se não fosse o nível recomendado, ele poderia ter problemas neurológicos. Foi quando novamente rezei e pedi mais uma graça. E dias antes da previsão da melhora, ele chegou ao nível recomendado. Foi algo que espantou até os profissionais do hospital”, relembra Kátia.
Embora esses últimos meses tenham sido um grande marco, Kátia diz que a devoção à santa vem desde os primeiros anos de vida, através de sua mãe. “Minha mãe sempre foi uma pessoa bastante católica e recebi todo o ensinamento dela desde pequena. Sempre fui ensinada a ir à igreja e ter a devoção à Nossa Senhora. Quando eu tinha 24 anos, inclusive, recebi um anel com a imagem da santa e fui cada vez mais estudando sobre a santidade e sua história. Passei a ficar mais devota a ela”, coloca.
“Sou muito agradecida por tudo que tenho, mas desde cedo tudo que eu precisava, de algo para melhorar a minha vida, pedia para Nossa Senhora e sempre tive a graça dela. Mas a maior graça delas, sem dúvidas, realmente foi o meu filho, por todas as questões que tinham e que impediam”, acrescenta.
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