Dos 15 vereadores eleitos em Içara no pleito do último domingo para a legislatura 2017-2020, somente três não integravam a coligação ligada ao prefeito reeleito, Murialdo Gastaldon, do PMDB. E Eduardo Zata, Itamar da Silva e Silvia Mendes, todos do PP, já começam a se mobilizar para a montagem do bloco de oposição dentro da Câmara municipal, a partir de 1º de janeiro, quando assumem as cadeiras.
“Ser oposição não me assusta, mesmo sendo em minoria. Amo meu partido e com ele pretendo seguir firme. Vamos focar no que realmente interessa para o povo, sem benefícios pessoais ou caprichos”, garante o vereador eleito pela primeira vez, Eduardo Zata, o Duca. “Quero atuar com a mesma veemência de quando assumi como suplente no ano passado. Todos os projetos que beneficiem o povo merecem a minha total atenção e respeito”, acrescenta.
Itamar da Silva também se posiciona. “Vamos fazer oposição de qualidade. Não vamos bater por bater. O que for bom para a cidade com certeza votarei a favor, mas o que não for terá uma fiscalização muito forte. Sabemos que a oposição tem apenas três vereadores, mas temos que fazer a nossa parte, e trabalho para isso não vai faltar. Temos que honrar os votos”, diz.
Dos três candidatos eleitos do PP, apenas Itamar da Silva já havia sido eleito em outra oportunidade. Foi vereador entre 2009 e 2012. “Esta minha legislatura vai ter um trabalho muito forte por área industrial, que nos últimos anos não teve nada novo, e também vou batalhar na saúde, que é o principal problema na cidade, como por exemplo, a UTI no São Donato”, declara o progressista.
Silvia Mendes, a Marreca, filha do ex-vereador Antônio Mendes, também opina sobre o papel da oposição. “O que for de benfeitoria para a cidade é obvio que nós vamos apoiar. Mas em Içara há diversas preocupações e tudo isso nós vamos cobrar. Quem me conhece sabe que a Marreca vai incomodar, cobrar pelo certo”, coloca.
“O prefeito pode ter 12 vereadores, de 15, dentro da Câmara, mas quem tem a força não são os vereadores. Quem tem a força é a população. Não há dúvidas disso. Quando a população quer, ela tem o direito de cobrar, pois os vereadores são os representantes do povo”, entende a única mulher com vaga na próxima legislatura.
Especial Jornal Gazeta



















