O Criciúma foi até Curitiba enfrentar uma equipe com salários atrasados, recheada de problemas internos, brigando para fugir do rebaixamento e em uma das maiores crises de sua história, porém não conseguiu trazer os três pontos. Que os comandados de Baier tem um grande problema quando jogam fora de casa, isso não é novidade para ninguém. Mas onde está o erro?
Sem raça, sem vitória
Qual seria a formação ideal para jogar fora de casa? A única vitória veio em um esquema com três zagueiros, contra o Ypiranga em um jogo horrível tecnicamente, porém de muita entrega. Algo que não se viu neste final de semana no Durival De Brito. Apesar de o Criciúma dominar bem o jogo, cedeu muito espaço ao adversário. Talvez um pouco de desleixo e sapato alto por parte da equipe carvoeira que quando quis acordar na partida já estava perdendo por dois gols.
Lá uma muralha, aqui uma porteira
Dizem que a “lei do ex” é a única lei que realmente funciona no Brasil e ela mais uma vez deu as cartas em Curitiba neste final de semana. Bruno Grassi, goleiro que por aqui passou e não deixou saudades foi “o cara” do jogo. Com grandes defesas, foi o responsável direto pela vitória paranista. Atuação muito corroborada pela incompetência do ataque criciumense, mas que não tira o mérito do paredão adversário. Bruno Grassi salvou sua equipe.
Até quando a mesmice vai dominar o futebol brasileiro?

Treinar o Criciúma não é fácil, a pressão é contínua pois o torcedor tem memória curta. A equipe carvoeira iniciou a Série C com um grande objetivo para o restante da temporada: a manutenção na terceira divisão. Porém a permanência no G4 desde o início do campeonato parece não agradar a todos e já se ouve rumores de quem peça a cabeça de Paulo Baier. Mais do que um exagero, uma ignorância.
“O Introcável“

Em todo time, existem jogadores que podem ser decisivos, estes são insubstituíveis pois mesmo mal na partida, em um momento curto podem mudar a história do jogo. No Criciúma acredito que este cara seja o Silvinho e se não for por uma questão física, sua substituição em uma partida é inadmissível. No último sábado quando perdíamos por 2×0, Baier sacou nossa principal arma ofensiva. Bola fora de nosso treinador.
Respira se não pira
Mesmo com a derrota que não estava nos planos, o Criciúma ainda se encontra em uma posição privilegiada, pois dos 9 pontos a serem disputados, pode classificar-se até mesmo sem ganhar uma única partida. Estamos garantidos na próxima fase? Obvio que não. Porem julgar todo este trabalho por um mal resultado é muito incoerente. O Tigre carvoeiro que é muito forte dentro de casa precisa fazer valer desta força para chegar vivo na segunda fase.
Time que ganha não se mexe
Acredito que para a próxima partida, o 4-3-3 deva ser mantido pois foi com ele que o Criciúma conseguiu 100% de aproveitamento em seus domínios. A única mudança, talvez, esteja na saída de Maranhão que não vem apresentando um bom futebol. As opções mais previsíveis, seriam o retorno ao elenco titular de Dudu Figueredo, ou até mesmo Hygor que já vem treinando com a equipe.
Uma semana de trabalho
O Criciúma agora enfrenta no próximo sábado o Botafogo SP de Argel que vem de uma péssima sequência no campeonato. Já são quatro partidas sem vitórias, a última uma goleada de 4×1 em seus domínios do Novo Horizontino. Jogo fácil? Jamais, mas uma grande oportunidade para confirmar a força no Heriberto Hulse e embalar a classificação. A formação deve ser a mesma. Baier parece se sentir mais à vontade com três atacantes.
