Obras de arte confeccionadas com rejeitos plásticos

Uma estufa de fumo com trabalhadores atuando no galpão. Parece uma cena da agricultura içarense, no entanto, neste caso não é. Trata-se de uma obra de arte que demonstra as características do interior e esse trabalho foi produzido nos últimos 15 anos por Marcelino Boeing, atualmente aposentado. Uma peculiaridade das peças, colocadas cuidadosamente no jardim de sua residência, no bairro Jardim Elizabete, é o material utilizado em sua confecção: rejeitos de uma fábrica de corpos descartáveis. O que ia para o lixo Boeing transformou em arte.

“Eu trabalhava na empresa e esses rejeitos saíam quentes. Daí comecei com ‘vou fazer um bonequinho’. Fiz. Gostei. Depois fui fazendo mais e mais, daí a partir disso, sempre buscando alguma característica de interior, daquilo que recordava a minha infância, a minha adolescência, um período que traz boas recordações”, conta.  “A empresa acabava deixando, então eu fazia. Até cheguei a fazer algumas peças para a empresa, mas aos poucos fui montando este espaço que tenho. Já fiz muito mais do que tenho aqui, mas muitos doei”, relata o aposentado.

Ele explica que a habilidade foi descoberta somente no período em que esteve na empresa de descartáveis. “Comecei a fazer isso aos poucos. Fui criando uma coisa aqui, para tentar relembrar do passado, e aos poucos fui vendo que dava certo e fui melhorando, fui fazendo mais coisas. Hoje está assim”, orgulha-se o aposentado.

Os bonecos criados pelo artesão amador têm outro diferencial: eles ficam em constante movimento. E tudo ocorre graças a um moinho de água, que ao ficar girando, passa a produzir movimento na criação. “A roda ao dar uma volta, ela puxa os fios que estão conectados aos bonecos e faz eles ficarem se movimentando”, revela.

 

Especial Jornal Gazeta 

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