A incerteza sobre o retorno da presidente Dilma Rousseff não gerou instabilidade somente na área política. Um dos setores mais afetados durante o processo que culminou na confirmação do impeachment, foi a economia. Entre alta de impostos, juros e retração nas vendas, houve quem se beneficiou, porém, grande parte dos empresários teve sérias dificuldades, que se refletiram em fechamentos de filiais e demissões.
A situação também se refletiu na região Sul catarinense, onde os setores automobilístico e da construção civil foram os mais afetados. Agora, passado o processo que afastou definitivamente a petista do cargo de presidente, e a consequente posse oficial do peemedebista, devem melhorar as projeções para os próximos meses.
Conforme o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), César Smielesvki, no entanto, o novo governo precisará adotar ações para favorecer o crescimento da indústria, comércio e serviços. “Existe expectativa de melhorias e investimentos, porém, Temer deverá tomar algumas medidas importantes para destravar a economia e gerar confiança nos investidores”, avalia.
Ele cita o que, em sua análise, precisará ser feito. “Será necessário equalizar o sistema de Previdência Social, limitar o custo da máquina pública federal, modernizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e investir em infraestrutura através das Parceiras Público-Privadas (PPPs)”, considera.
Outro dado que varia diariamente e interfere no valor de praticamente todos os produtos é a cotação do dólar. “O valor do real frente ao dólar é uma consequência direta da saúde financeira do país e seu governo”, explica o empresário. “Creio que um dólar a R$ 2,80 estaria de bom tamanho, tanto para quem importa quanto para os que exportam” comenta.
Na avaliação do presidente da Acic, no entanto, a melhora da economia não passará apenas pelo Governo Federal. “Independentemente de quem estiver no poder central, o empresário deverá sempre cuidar dos custos, investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e novas tecnologias de produção, visando melhorar a produtividade”, ressalta. “Também é importante estar atento ao mercado em que se atua”, conclui Smielevski.
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