Cadeiras feitas de ferro ou de madeira são coisas do passado, pelo menos na Biblioteca Cruz e Souza, da Escola Estadual Maria da Glória e Silva, do bairro Aurora, em Içara. Baseado em um projeto que visa a sustentabilidade, a unidade escolar que está entre as maiores da cidade vem buscando mudar o cenário com materiais que não são mais utilizados.
No caso da biblioteca Cruz e Souza, a principal diferença está em relação ao formato das cadeiras, onde de maneira criativa os móveis são formados por livros inutilizados. Além das cadeiras, mesas da recepção também foram feitas com o material. “A cada três anos são enviados à escola novos livros para cada disciplina e com esta renovação, os exemplares acabam sobrando e a gente não pode jogar fora, e também nem faríamos isso. Alguns os alunos levam para casa, mas mesmo assim sobra um monte de livro que acabava ocupando espaço na escola e sem utilidade”, explica a diretora da unidade escolar, Giziane Ranthum.
A mudança na aparência da biblioteca transformou o espaço mais chamativo para que seja possível aos alunos apreciarem da boa leitura. “Como este ano estamos trabalhando o tema sustentabilidade, tudo que estamos fazendo é visando este lado. Quando a ideia foi sugerida por uma de nossas professoras nós gostamos e a implantamos. E o legal é que está dando certo. Os alunos estão se mostrando apaixonados por esta biblioteca”, fala satisfeira a diretora.
A ideia de transformar os livros desta forma foi trazida pela professora das séries iniciais Eliane de Bona Sartor. Ela conta que chegou ao conhecimento deste tipo de ideia por meio de pesquisas realizadas para auxiliar a colocar o projeto de sustentabilidade em prática na escola.
“Diante do tema que está sendo trabalhado este ano, começamos a pesquisar sobre projetos de sustentabilidade que tinham condições de ser implantado. No meio dessa pesquisa encontrei um site italiano que contava que uma escola tinha sofrido um incêndio e muitos livros foram queimados. Mas, eles acabaram reutilizando os que sobraram desta maneira”, revela a professora.
Para os alunos, a biblioteca Cruz e Souza se tornou muito mais interessante. “Achei bastante legal. Nunca tinha visto uma biblioteca assim. Gosto muito de ficar aqui. Ficou com uma aparência legal”, disseram os alunos do segundo ano.
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