segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Início de ano traz oportunidade para revisar cuidados com a saúde íntima

A chegada de um novo ano costuma trazer para a rotina um novo planejamento, organização e definição de prioridades. Na área da saúde, esse período também pode ser um momento estratégico para atualizar exames, rever hábitos e reforçar a prevenção, especialmente quando o assunto é a saúde íntima feminina.

Segundo a ginecologista Gabriela Crema, da clínica Belvivere, uma das principais atualizações que a paciente pode incluir na programação é o teste molecular para HPV (PCR para HPV) como exame primário de rastreamento do câncer do colo do útero, conforme as diretrizes atuais do Ministério da Saúde. “O método é mais preciso do que o Papanicolau tradicional e, quando o resultado é negativo, permite ampliar o intervalo entre as coletas. Onde o PCR ainda não está disponível, o Papanicolau segue sendo utilizado”, reforça.

Além do rastreamento do colo do útero, o primeiro trimestre do ano também é um período oportuno para atualizar a avaliação das mamas, revisar métodos contraceptivos, investigar irregularidades menstruais e solicitar testes para infecções sexualmente transmissíveis, quando indicado. A médica destaca ainda que muitas mulheres aproveitam esse momento para planejar cirurgias ou procedimentos relacionados à região íntima.

“Esses primeiros meses do ano são um ótimo momento para as pacientes se programarem para retomar esse cuidado com a saúde íntima, principalmente aquelas que já adiaram um procedimento”, afirma a médica.

 

Hábitos simples ajudam a manter o equilíbrio íntimo

 

No dia a dia, hábitos simples podem ter impacto direto na prevenção de infecções e no equilíbrio da flora vaginal. Entre as orientações estão manter boa hidratação, evitar segurar a urina por longos períodos e priorizar o uso de roupas íntimas de algodão. Também é recomendável revisar o método contraceptivo, manter as vacinas em dia e observar histórico de infecções urinárias ou vaginais que possam exigir um plano de prevenção ao longo do ano.

A doutora Gabriela Crema ressalta que alguns sinais não devem ser ignorados, mesmo quando parecem leves. Corrimento com mau cheiro, mudanças de cor ou textura, coceira persistente, sangramentos fora do ciclo, dor durante a relação sexual, ardência ao urinar ou dor pélvica frequente indicam a necessidade de avaliação médica. “A investigação precoce facilita o diagnóstico e evita complicações”, reforça.

 

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