O consumidor deve se preparar para ter que conviver com um novo aumento. É que o gás de cozinha deve ficar mais caro a partir do próximo dia 1º de setembro. O reajuste já foi oficializado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante desta situação, o consumidor do gás de cozinha P13 (botijão de 13 quilos) deverá desembolsar em média um valor de R$ 5 a mais em cada compra realizada a partir do próximo mês.
“Sempre que há algum aumento neste momento que o Brasil está passando de dificuldades, seja um reajuste da energia elétrica, no alimento, ou no combustível, a gente sempre tenta se readequar conforme a necessidade, para não sofrermos tanto. O gás é imprescindível, mas se realmente aumentar teremos que dar um jeito de economizar”, coloca a dona de casa Maria Aparecida Pacheco.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado de Santa Catarina (Sirgassc), Fernando Bandeira, neste ano será levado em consideração o aumento do salário mínimo, a reposição da inflação, as taxas de pedágios, entre outros aspectos.
“Comumente em setembro, todos os anos temos um reajuste que é passado pelas companhias. Ele ocorre devido à data base. Este ano, o percentual que estão nos passando é de que deve ficar em torno dos 10%. Avaliando que em nossa região o preço médio do gás P13 é de R$ 45 então a partir do próximo mês existe a possibilidade de ser revendido à R$ 50”, coloca Bandeira.
Revenda
Este aumento não deve ser lamentado somente pelos compradores finais de gás. Revendedores do produto também se queixam. Este é o caso do proprietário da empresa Carlos Gás, Carlos Alberto Pereira.
Ele destaca que nos últimos aumentos que houve, sempre buscou minimizar o máximo aos seus clientes. “Até pela grande concorrência que temos como pequenos mercados, mercearias entre outros pequenos comércios que também revendem gás. Com isso, comercializamos com um valor mais baixo. Nós temos recebido vários reajustes, mas não estamos repassando. Há outras regiões que o valor é bem mais alto do que o nosso”, coloca.
Ainda segundo Pereira, o próximo reajuste, no entanto, deve obrigatoriamente ser repassado ao consumidor final, para continuar dando viabilidade à atividade. “Atualmente estamos comercializando o gás P13, que é o que todo mundo utiliza, ao valor de R$ 40. Mas a partir de setembro com certeza terá aumentado. Não vamos mais conseguir comercializar com o preço que temos atualmente”, coloca o proprietário do Carlos Gás.
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