Educar os filhos é assunto sério

A maneira como os pais exercem suas funções é bastante diversificada e tem se modificado ao longo dos tempos. A ideia que se tem sobre a educação dos filhos muda de pessoa para pessoa porque faz parte da nossa personalidade, da maneira como vemos a vida e dos aspectos culturais, sociais e econômicos.

Os pais precisam ser afetivos, compreensivos, devem saber se impor quando necessário e ter jogo de cintura para lidar com tudo isso ao mesmo tempo . É necessário conhecer as crenças e valores dos pais, perceber como se relacionam com seus filhos. Muitas vezes, as maiores dificuldades que os pais enfrentam na educação dos mesmos, é saber quantificar o clima emocional em que decorrem as relações entre ambos, como por exemplo, o tom de voz, a linguagem corporal, as mudanças de humor.

Os pais procuram se adaptar a um conjunto de estratégias no dia a dia que visa instruir os filhos em diferentes situações (acadêmica, social, afetiva) e em diversos outros contextos. Fazem isso por meio de explicações, punições e recompensas com o intuito de educar. O importante é compreender que pais são espelhos para os filhos, quanto mais desenvolvidos forem os pais, mais saudáveis psicológica e cognitivamente, e mais desenvolvidos serão os filhos.

O estilo de pais mais autoritários ocorre por meio da obediência e do respeito pela figura de autoridade. Se na relação que se constitui entre os pais e a criança o afeto, a reciprocidade e o equilíbrio não estão presentes, o desenvolvimento da criança pode ser prejudicado, comprometendo as relações que ela virá a estabelecer com outras pessoas.

Pais democráticos criam seus filhos em um modelo sem muitas tensões, são mais tolerantes sem deixar de ser exigentes. Porém há uma reciprocidade dos filhos no comportamento, estes aceitam suas responsabilidades, são encorajados a ter autonomia e estimulados a discutirem sobre opiniões. Os limites são bem definidos e os pais deixam bem claro até onde os filhos podem ir.

Pais permissivos são compreensivos e afetuosos, porém não punem. Não conseguem estabelecer limites aos filhos, permitindo assim comportamentos inadequados que acabam causando problemas. Cedem aos desejos e caprichos da criança, não apresentando um modelo de educação, e sim, deixando-o livre e responsável por seu comportamento.

Por fim, os pais negligentes não são nem afetivos, nem exigentes, nem compreensivos. Mantém os filhos à distância, respondendo somente às suas necessidades básicas. Não conseguem organizar-se de modo a fornecerem cuidados e apoio continuados. Educam filhos, ou não, para comportamentos extrapolados nas relações sociais, negligentes e centrados apenas em si próprios.

Queridos pais, procurem um profissional de psicologia que possa te ajudar a entender as etapas de desenvolvimento do seu filho e, assim esclarecer possíveis dúvidas. A orientação psicológica é necessária para ajudar a compreender e lidar com a dificuldade do seu filho de maneira adequada.

 

Aline Castagnetti Borges
Psicóloga Clínica CRP-SC 12/14464

Atendimentos em Forquilhinha, Criciúma e Içara. Telefone para contato (48) 9.9944.3533.

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