De promotor de vendas a barbeiro. Esse é o resumo da história profissional de Nelson Machado. Ele atuava como vendedor em Içara, até que se mudou para Joinville, para viver com alguns familiares, há 35 anos. Foi assim que conheceu a nova profissão, gostou e atua até hoje, atualmente comandando um espaço na área central de Içara, onde atende aproximadamente 12 pessoas por dia.
“Meu professor foi Sebastião Machado. Ele era barbeiro em Içara, mas na época estava morando em Joinville. Um dia estava no salão dele, sentado no sofá, vi ele cortando os cabelos, achei legal e perguntei se ele queria me ensinar. Ele fez isso, me ensinou e eu aprendi”, orgulha-se.
Para ampliar os conhecimentos, Nelsinho, como é chamado, fez um curso em uma instituição voltada ao aperfeiçoamento de trabalhadores do comércio. Também na capacitação, teve o próprio Sebastião Machado como um dos professores. “Trabalhei durante quatro anos com ele e depois durante dez anos passei a trabalhar por conta própria em Joinville. Com mais de uma década no Norte do Estado, então resolvi voltar e abrir minha barbearia em Içara, em 2005”, lembra o profissional.
Ele reforça que não pensa em parar, embora já esteja há três décadas na profissão. “Somente paro realmente quando não der mais. Enquanto der para eu continuar trabalhando como cabelereiro e barbeiro, irei continuar”, destaca. Machado conta ainda que trabalha com todo tipo de público, desde crianças até adultos. “Tem gente que começou a cortar comigo há anos e hoje é o filho que vem para fazer o mesmo procedimento”, relata. Ele detalha que a sexta-feira e o sábado são os dias geralmente com maior movimento de clientes.
Nelsinho destaca que dá todo o incentivo para quem tem esse interesse, mas ressalta que antes de iniciar é necessário buscar o aperfeiçoamento, para que possa de fato prestar um bom serviço.
“Minha recomendação inicial é que quem realmente tenha esse interesse, antes de mais nada, faça um bom curso. Depois, para se aperfeiçoar, que procure algum cabelereiro já com experiência no mercado. Eu, por exemplo, sou um que gosto bastante de ajudar quem está aprendendo”, afirma.
Especial Jornal Gazeta


















