O calor intenso e a chuva típica de verão devem ser mais frequentes a partir de agora e, com isso, aumenta o risco de proliferação do Aedes aegypti. Principalmente porque, apesar das várias campanhas de conscientização, ainda há quem descarte o lixo de forma inadequada e mantenha em casa materiais que acumulam água. Na última temporada, em Içara, houve o registro de vários focos do mosquito e, por isso, os trabalhos da Vigilância Epidemiológica vêm se intensificando no município.
“Temos uma preocupação muito grande, porque neste período há um crescimento expressivo de casos. Começa no fim de dezembro, em janeiro chega ao ápice e no início de fevereiro então volta a reduzir os casos de Aedes aegypti”, comenta o coordenador de Vigilância em Saúde de Içara, Gustavo de Jesus. O mosquito transmite a dengue, a Chikungunya e o Zika vírus.
Conforme os números da Vigilância Epidemiológica, em janeiro deste ano, foram encontrados 19 focos do inseto em Içara. A maioria no bairro Liri, porém também houve casos no Raichaski, Barracão e Presidente Vargas. Já em fevereiro, a marca ficou em cinco casos. “Por isso, estamos desde já intensificando os trabalhos juntamente com os agentes de endemias, para tentar reduzir esses casos”, coloca.
De acordo com Jesus, o último caso registrado aconteceu no fim do mês de novembro. Foi encontrado um foco em uma armadilha instalada próximo a um ferro-velho do bairro Liri. “Os agentes de endemias começaram o trabalho já no mesmo dia que foi encontrado e seguiram por alguns dias. Todos os imóveis em um raio de 300 metros foram visitados em busca de larvas e também foram realizadas orientações aos moradores”, destaca o coordenador.
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