“As vendas no comércio de Içara seguem estáveis”

De acordo com dados da Fecomércio, o setor teve em 2015 o pior desempenho no Estado dos últimos 15 anos, amargando recuo de 10,1% no varejo ampliado (que inclui segmentos como o automotivo e o de materiais de construção) e de 3,1% no varejo restrito, em comparação com o ano anterior. No comércio de Içara, entretanto, o volume de vendas segue estável, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Paulo Brígido.

“Se o comerciante for colocar a inflação do período (na casa dos 11%), houve retração e perdas, mas não caímos. Se não crescemos, pelo menos conseguimos manter o equilíbrio”, afirma. Conforme Brígido, a união entre os comerciantes foi determinante para a diminuição do impacto. “Adotamos ações em conjunto para enfrentar a crise”, pondera. Para manter o movimento nas lojas, outras estratégias foram adotadas, como a redução da margem de lucro e o aumento nos prazos de pagamento.

Segundo a Fecomércio, a queda no poder de compra dos consumidores e a restrição ao crédito contribuíram para que o varejo tivesse um desempenho abaixo da média. A consequência desse cenário foi o fechamento de mais de 5,5 mil lojas com vínculos empregatícios (saldo entre o número de estabelecimentos abertos e fechados). “Em Içara, algumas lojas de R$ 1,99 fecharam, porque abriu uma grande loja do segmento, mas a maioria está aí. Outras mudaram de endereço, atrás de um aluguel menor, mas não registramos desligamentos da CDL”, afirma Brígido.

 

Especial Jornal Gazeta/Foto: Lucas Colombo 

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