sexta-feira, 20 março, 2026
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Adolescente de Içara reconhece autor de estupro

Depois de ser formalmente indiciado por estupro de vulnerável devido à suspeita de envolvimento no abuso sexual cometido contra uma menina de 11 anos, no dia 11 de agosto, em Cocal do Sul, um empresário criciumense de 38 anos pode responder por, pelo menos, mais um caso. Agora, ele deve ser indiciado pelo estupro de uma adolescente de 15 anos, que foi abordada no bairro Boa Vista, em Içara, no ano passado.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima prestou um novo depoimento, na semana passada, e reconheceu o empresário como autor do crime, através de fotos. À época, o inquérito policial havia sido encaminhado ao Ministério Público sem definição da autoria, porém, diante da confirmação das características da arma e do carro do acusado pela adolescente, o procedimento foi reaberto e resultou no indiciamento do suspeito.

O homem pode ter feito outra vítima em Içara, já que o rapto de uma menina de dez anos também pode ter sido praticado por ele. A criança foi abordada no bairro Jardim Elizabete, levada até um quarto, porém, não foi violentada e acabou liberada cerca de 40 minutos depois. Outros dois casos na mesma comarca também seguem sob investigação.

Uma adolescente de 15 anos, que foi abusada no último dia 4, em uma residência de Balneário Rincão, já reconheceu o empresário como autor do crime. Antes, no ano passado, uma menina, também com dez anos, foi raptada nas proximidades de uma escola, no Centro da cidade. 

Laudos são esperados pela polícia

Agora, a Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Geral de Perícias para anexar essas informações às investigações, já que, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no imóvel que teria sido usado para os estupros, foram recolhidas amostras de cabelos e sangue, que devem ser comparadas com o material das vítimas e do acusado.

Os policiais ainda aguardam o resultado da análise dos equipamentos apreendidos na residência do suspeito, no bairro Pio Corrêa, em Criciúma, devido à hipótese da participação dele numa rede de pedofilia. Diante da possível atuação do criminoso há mais de dois anos, a Polícia Civil segue aberta a novas denúncias, que podem ser feitas através do telefone 181.

O empresário continua detido no Presídio Santa Augusta, em Criciúma. Ele está em uma cela isolada, já que reclusos envolvidos em crimes sexuais não são aceitos pela massa carcerária. Na última sexta-feira, o responsável pela delegacia de Cocal do Sul, Evandro Rodrigues, que investiga o primeiro crime descoberto, foi até a unidade prisional para tomar o depoimento do acusado, que usou o direito de permanecer em silêncio e só deve falar em juízo.

 

Especial Jornal Gazeta

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