O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu negativamente ao pedido feito pela corte estadual para que fossem enviados técnicos com programas que, em tese, poderiam ajudar a revelar o destino de cerca de 280 votos perdidos por defeito na urna eletrônica no 5 de outubro, em Içara. Esses votos poderiam ser suficientes para garantir a reeleição do deputado estadual Adilor Dóia Guglielmi (PSDB) — natural da cidade e derrotado por 38 votos pelo correligionário Vicente Caropreso (PSDB).
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) determinou a realização de uma audiência pública nesta quarta-feira, dia 4, com a presença de técnicos locais como última tentativa para recuperar os votos da seção 458 da zona 79 — a da urna queimada. Requisitou a presença de técnicos do TSE para de criptografar os dados.
Esse foi o pedido negado nesta segunda-feira, dia 3, em correspondência assinada pelo presidente do TSE, Antonio Dias Toffoli. O magistrado alega que "a decisão regional se deu à revelia deste Tribunal Superior, sem prévia consulta às unidades técnicas do TSE e sem a orientação deste órgão central para verificar a possibilidade de recuperação dos votos da urna eletrônica".
A juíza eleitoral Bárbara Thomaselli, relatora do caso, vai levar à sessão do TRE-SC na noite de hoje o despacho do TSE. A magistrada vai submeter aos colegas a decisão de limitar a audiência pública de quarta-feira aos "procedimentos técnicos que podem ser executados pelos peritos da casa já nomeados no mencionado acórdão".
Colaboração:Upiara Boschi/Agência RBS/Foto: Daiane da Silva/Portal Satc


















