Os agentes de combate a endemias de Içara, responsáveis pelo trabalho de prevenção à Dengue, encontram dificuldades para adentrar 50% das residências visitadas. De acordo com os servidores, o problema está no desinteresse de alguns moradores que não possibilitam a entrada para verificação do foco e prevenção da doença.
"A grande maioria dos focos do Aedes Aegypti – transmissor da dengue – está na casa das pessoas. Então, é inviável o combate ao mosquito sem a participação do cidadão. Sem o apoio da população, dificilmente se consegue manter a dengue sob controle", coloca o secretário de Saúde, Lauro Nogueira.
A visita tem tempo médio de cinco minutos. “A recusa representa metade dos domicílios e pode comprometer o combate à dengue. O fato de não abrir a casa para se fazer o trabalho de prevenção coloca em risco não só a saúde dos moradores do imóvel, mas toda a população", completa a agente, Silvia Arrubes Pereira da Rocha.
Ainda segundo Silvia, os imóveis fechados não são os únicos obstáculos. "Há os domicílios em que o morador não está em casa na hora da visita. Além disso, há pessoas que não abrem a porta por medo da violência e aqueles que não abrem porque não têm consciência do risco da dengue", revela. Os profissionais são uniformizados e possuem crachás de identificação.
Içara conta com 260 armadilhas monitoradas semanalmente, e também com a fiscalização constante em ferros velho, borracharias e cemitérios.
Prevenção é o melhor caminho
O Aedes costuma se deslocar a uma distância média de 150 metros do lugar onde nasce, mas o trabalho é efetuado em um raio de 300 metros do foco encontrado.
Denúncias
Moradores podem fazer denúncia de imóveis com focos do Aedes através do telefone 3432-8890.
Colaboração: Imprensa PMI



















