Home RAMON MEDEIROS O que mudou no time de Baier para o de Tencati?

O que mudou no time de Baier para o de Tencati?

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Prestes a completar um mês frente ao Criciúma E.C, esta é a pergunta que vem à tona. Um novo treinador, porém, com os mesmos problemas. Alguns podem defender que a equipe de Tencati vem melhorando a cada rodada, tendo em vista o resultado com um a menos contra o líder. Mas será que o Tigre melhorou ou o Ituano que jogou com o regulamento embaixo do braço? Ainda acredito na segunda opção.

Eu quero ver gol

O Criciúma mais uma vez não conseguiu usar o fator campo a seu favor e perdeu pontos preciosos na busca ao acesso.  A torcida compareceu, o estádio estava bonito, mas só torcida não ganha jogo. Sem criatividade alguma, a equipe de Tencati teve mais uma vez um meio campo inoperante e um ataque omisso. Silvinho foi a única exceção, lutou muito, foi caçado, mesmo assim insuficiente para tirar o 0x0 do placar.

Timeco?

Não acredito, mas podemos pontuar as principais deficiências do Criciúma E.C. A ausência de um camisa 9, talvez seja a maior delas. E não falo nem do centroavante “matador”, pois isso seria pedir demais, mas um com a mínima qualidade de retenção da bola, o famoso pivô. Tanto Henan como Luis Paulo estão sempre mal posicionados entre os zagueiros, com pouca movimentação não dão esperança a torcida e muito menos aos companheiros tendo em vista as poucas vezes que são acionados.

Só na canhota

O primeiro tempo da equipe tricolor nem foi tão ruim, porem houve muita teimosia em jogar pelo flanco esquerdo fortemente anulado pela equipe de Mazzola. As duas principais jogadas de ataque tricolor vieram da direita com Claudinho, mesmo assim o lateral foi pouco acionado pelos responsáveis pela criação. Uma maior insistência neste lado do campo e até a inversão de posicionamento de Silvinho poderiam surtir melhores resultados no ataque.

Chá de camomila a eles!

Um fator que vem sendo decisivo e prejudicando muito a equipe do Criciúma nesta segunda fase é o emocional. As expulsões nos últimos jogos em casa são exemplos disso. Talvez pela mobilização da torcida, pressão da comissão, parecem os jogadores buscarem uma demonstração de que não será por falta de raça que a classificação não virá. A força excessiva em todas as jogadas está submetendo o tigre a duras análises da arbitragem e sujeitando o time tricolor a severas punições.

A última bala

Não tem mais choro nem vela, o próximo jogo é vencer ou vencer. O Paysandu sem chances pode amolecer, mas duvido. Mesmo com os resultados desastrosos das últimas rodadas, o Criciúma E.C chega vivo em Belém. Claudio Tencati terá apenas o desfalque de seus dois laterais por suspensão. A formação deve ser a mesma, quem sabe agora, com Hygor na frente.