O Criciúma E.C. saiu invicto de casa para fazer dois jogos fora de seus domínios. O cronograma foi impecável, programou-se para ficar os sete dias em São Paulo buscando evitar o cansaço das viagens, dobrou o “bicho” pela vitória, mesmo assim os resultados não vieram. Duas derrotas que custaram a liderança e por pouco a zona de classificação.
Cadê os gols?

Contra o Botafogo-SP, o Criciúma E.C fez um bom jogo, teve a posse de bola, mas pecou na falta de verticalidade. A ausência de um artilheiro em boa fase é o que mais preocupa a equipe tricolor que tem uma dificuldade incrível de fazer gols desde o início do campeonato. Luiz Paulo não vem rendendo o esperado e uma possível entrada de Marcão como titular já é esperada.
Coloca o cara
Marcão é a solução? Talvez, é um jogador experiente com passagens em grandes times do futebol brasileiro e no momento a nossa melhor opção. Sempre foi muito útil onde passou. Sua rodagem, alta estatura e posicionamento podem contribuir, já que Luiz Paulo não aproveitou as oportunidades que vinha tendo.
Muita chance e pouca bola
Uillian Barros é um dos remanescentes da campanha vergonhosa do catarinense que a torcida não entende como ainda continua no elenco tricolor. Mais preocupante ainda é a insistência de Baier em colocá-lo toda partida. Um atacante que não soma em nada a equipe tirando a chance de atletas mais qualificados.
Bola para frente
Está tudo errado? Obvio que não. No entanto as críticas precisam ser pontuadas para que mais erros não se repitam. Em um campeonato competitivo como este, você até pode errar, mas o conserto tem que ser rápido para que evite consequências lá na frente. No último jogo contra o Mirassol, Baier inventou ao entrar com Minho e demorou muito para mexer no seu time.
Por que?

Porque Minho? Não que este jogador seja o grande culpado pela derrota, mas sua titularidade foi muito estranha, já que este atleta estava disponível no banco de reservas a cinco partidas e em nenhuma delas havia jogado um minuto sequer. Talvez por já ter jogado no Mirassol no ano passado? Uma “lei do ex”? Seriam estes os motivos? Entrou e nada acrescentou.
Os erros

O Criciúma começou bem o jogo, abaixo do futebol que vinha mostrando no campeonato, mas o suficiente para trazer pontos de São Paulo. Gustavo, mal encostou na bola no primeiro tempo, enquanto o Criciúma até um pênalti já havia perdido. Na segunda etapa voltou mal, sofreu uma pressão e Baier demorou a substituir. Com um pouco mais de sensibilidade, poderia ter vindo, no mínimo, com o empate para casa.
Clássico catarinense
Na próxima sexta-feira o Tricolor carvoeiro enfrenta o Figueirense, buscando manter os 100% de aproveitamento em casa. A equipe do estreito ocupa o sétimo lugar no grupo B com 10 pontos. Um jogo nada fácil, pois além da rivalidade em jogo, o Figueirense é o time que mais empata na competição, um placar que desfavorece em muito as pretensões do Tigre no campeonato.