Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas e mudanças constantes no mercado de trabalho, a qualificação profissional deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito fundamental para quem busca empregabilidade, crescimento na carreira e estabilidade. Na região de Criciúma e no Sul de Santa Catarina, essa realidade é cada vez mais evidente, especialmente em setores estratégicos da economia.
Segundo o coordenador de Educação Profissional do SENAI Regional Sul, Daniel Pavan Becker, o impacto da formação profissional vai além do indivíduo e reflete diretamente no desenvolvimento das empresas e da própria região. “A qualificação nunca foi tão importante quanto agora. Profissionais mais preparados são mais produtivos, adaptáveis às mudanças e capazes de inovar. Isso aumenta a competitividade das empresas e fortalece a geração de renda e oportunidades”, destaca.
Apesar da busca constante por emprego, o mercado enfrenta um outro problema que são as vagas abertas que não são preenchidas por falta de profissionais qualificados. De acordo com Daniel, essa dificuldade é recorrente em áreas como indústria, tecnologia, elétrica, automação, metalmecânica, manutenção, construção civil e serviços especializados. “Estimativas do setor produtivo indicam que entre 20% e 30% das vagas em alguns segmentos permanecem abertas por ausência de formação técnica adequada, seja por falta de qualificação específica, experiência prática ou atualização tecnológica. Estamos, por exemplo, com matrículas abertas para os nossos cursos técnicos, uma grande oportunidade que abre a porta para o mercado de trabalho”, explica.
Diante desse cenário, a formação alinhada às demandas reais do mercado se torna estratégica. O SENAI de Criciúma atua nesse contexto oferecendo diferentes modalidades de ensino que se complementam ao longo da trajetória profissional. Há desde cursos de qualificação rápida e aperfeiçoamento, voltados para quem busca atualização ou recolocação em curto prazo, até cursos técnicos, reconhecidos pela forte formação prática e alta empregabilidade.
Diferenciais no mercado
A aprendizagem industrial também se destaca como porta de entrada para jovens no mercado de trabalho, unindo teoria, prática e vivência profissional desde cedo. Já o ensino superior complementa essa formação, preparando profissionais para funções de maior complexidade, gestão, inovação e liderança. “Essas formações não concorrem entre si. Elas se complementam ao longo da vida profissional”, reforça Becker.
Além da formação tradicional, o SENAI atende diretamente as necessidades das indústrias da região por meio de cursos customizados, desenvolvidos de acordo com o segmento e a realidade de cada empresa. A atuação contempla áreas como mecânica, elétrica, automação, indústria 4.0, metalmecânica, plástico, química, cerâmica, vestuário, alimentos, entre outras, além de programas voltados à educação corporativa e ao desenvolvimento de lideranças.
Para quem busca uma boa colocação profissional em 2026, o coordenador aponta três pilares importantes: escolha estratégica da área, qualificação contínua e desenvolvimento de competências comportamentais. “O profissional que se destaca é aquele que investe em aprendizado ao longo da vida, domina tecnologias, sabe resolver problemas, trabalhar em equipe, comunicar-se bem e se adaptar às mudanças. Nesse contexto, a conexão entre formação e mercado de trabalho se torna um diferencial. O SENAI amplia significativamente as chances de empregabilidade porque aproxima o aluno das reais necessidades das empresas”, finaliza Daniel.
Colaboração e foto: Novo Texto Comunicação



















