Às vésperas do início da primavera – a nova estação chega neste sábado, já é possível avaliar como foi o período mais frio do ano e como ele interferiu na produção agrícola na região. Chuvas frequentes e baixas temperaturas foram registradas nos últimos três meses.
Julho apresentou uma média de 17,2°C, enquanto em agosto ficou em 15,3°C e em setembro em 17,4°C, saldos positivos para a agricultura, que não sofreu com as mudanças climáticas, segundo o climatologista da Epagri/Ciram de Urussanga, Márcio Sônego. “Sem geadas, o inverno foi mais frio que em 2017. A menor temperatura ocorreu em agosto, chegando a aproximadamente 3,7°C e registro de 58,8 milímetros de chuva”, informa Sônego.
De acordo com ele, o inverno não foi danoso às plantações, mas atrapalhou o crescimento das pastagens. Para a primavera, as expectativas são boas. “A tendência é que a temperatura fique um grau acima da média e, com a chegada do fenômeno El Niño, as chuvas diminuam, mas ainda apareçam em boa quantidade, sem risco a agricultura”, aponta o climatologista. “Para os próximos meses, haverá aumento de temperatura e chuvas regulares, mas sem preocupação. Nesse caso, apenas os produtores de hortaliças precisam ficar atentos”, acrescenta.
Em um dos principais setores de Içara, a apicultura, no inverno não ocorreu nada fora da normalidade, de acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri, Luiz Fernando Búrigo Coan, uma vez que o período é de entressafra. “O apicultor já faz a colheita de mel em abril e maio e deixa as colmeias preparadas para o frio, através de algumas técnicas, deixando prontas para a colheita agora na primavera”, coloca.
Segundo ele, o único fator negativo desse inverno levantado pelos produtores de mel foi o registro de um índice maior de varroa, um ácaro que aparece devido à umidade e que ataca as abelhas. Apesar disso, como as temperaturas não foram abaixo do esperado, não causando danos à espécie, o inverno não trouxe problemas à produção.
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