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Petistas elencam formação de bloco entre a esquerda

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Lideranças do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul estiveram reunidos na tarde de quinta-feira, dia 9, em Içara para o planejamento de ações visando o fortalecimento da sigla, em razão do movimento uniforme em defesa da corrupção. Além disso, foi tratado sobre a programação de aliança entre partidos de esquerda e também ações que acontecem contra a presidente da República, Dilma Rousseff.

Uma coletiva de imprensa antecedeu o encontro aberto ao público no auditório da Cooperaliança. “Estamos vivendo um momento em que o partido precisa rediscutir sua forma de trabalhar. Nós realizamos uma transformação fantástica nesse país, mas não conseguimos mudar esse modelo político, que sempre batemos contra. O PT tem que enfrentar essa questão também, dentro de debates”, destaca o presidente do PT em Santa Catarina, Cláudio Vignatti.

Já o presidente do partido no  Rio Grande do Sul, Ary Vanazzy,destacou que o momento atual é de encerramento de ciclo, porém de manutenção de conquistas alcançadas ao longo dos últimos anos. “Nós vivemos um momento de encerramento de ciclo. Já são 35 anos de partido e 13 de governo, com acertos e erros. Vivemos um momento rico, de grandes vitórias, onde fizemos uma revolução neste país”, enfatiza o gaúcho.

Formação de bloco de esquerda

Programando a manutenção dos projetos realizados ao longo dos últimos anos, o Partido dos Trabalhadores vem trabalhando a formulação de um bloco de esquerda, com os partidos ao qual possui afinidades. A formação desse bloco pode interferir diretamente nas alianças para a eleição municipal do próximo ano.

“Precisamos constituir um movimento de esquerda forte, que venha enfrentar toda esta reação que está acontecendo neste momento”, destacou Viagnatti. “É essencial juntar o grupo de esquerda, para que possamos continuar com o projeto de mudança”, acrescenta o presidente gaúcho.

Ele destacou ainda o fortalecimento da oposição. “Precisamos saber que os neoliberais se aglutinaram e contam com um projeto diferente do nosso. Basta ver como foi a votação na última quarta-feira da regulamentação da terceirização. Eles votaram a favor e nós contra. São duas ideias totalmente diferentes”, coloca Vanazzy.

A vereadora Edna Benedet, do PC do B participou da coletiva e embora não seja do mesmo partido, Edna se alinha com o PT em função das visões ideológicas das duas siglas. “O PC do B sempre esteve alinhado em um projeto para a maioria da população. Estamos vivendo um momento crucial, pois ou se programa um país como era antes, apenas para a classe dominante, ou se mantêm as evoluções que estão acontecendo, com valorização à todas as classes”, destaca a legisladora.

 

Especial Jornal Gazeta