quarta-feira, 29 maio, 2024
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Pesquisa demonstra minociclina e a eficácia na proteção do cérebro de pacientes críticos contra delirium

Centro de pesquisa do HSJosé promove estudo inovador. A pesquisa aponta benefício aos pacientes tratados.

 

Um novo estudo conduzido pelo médico Dr. Felipe Dal Pizzol, do Hospital São José, promove esperança para a prevenção do delirium em pacientes críticos. A pesquisa que envolveu 160 participantes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da entidade, analisou o efeito neuroprotetor da minociclina, um antibiótico comercialmente disponível.

O objetivo principal do estudo foi avaliar a eficácia da minociclina na prevenção do delirium, um sintoma que frequentemente afeta pacientes graves. O especialista explica que a minociclina, já é reconhecida como um medicamento com propriedades antibióticas. “Este medicamento foi escolhido, devido à sua eficácia terapêutica e à busca por novas aplicações para benefício dos pacientes críticos”, pontua Dal Pizzol.

Ao longo do estudo, o centro de pesquisa do HSJosé, incluiu os participantes, conduziu tratamento farmacológico, e coletou dados demográficos e marcadores bioquímicos. A análise desses dados sugere um possível efeito positivo da minociclina na incidência de delirium.

Segundo o pesquisador, os resultados preliminares indicam um cenário promissor, destacando o potencial da minociclina como uma ferramenta eficaz na prevenção do delirium em pacientes críticos. “Temos bastante confiança em relação ao impacto positivo que essa descoberta pode ter na prática clínica, proporcionando uma abordagem inovadora para melhorar a qualidade de vida dos pacientes internados em UTIs”, esclarece o médico.

Ainda de acordo com o especialista, essa pesquisa não apenas oferece novas perspectivas sobre o uso da minociclina, mas também destaca a importância de explorar terapias já existentes para novas aplicações clínicas. De acordo com a equipe do centro do HSJosé, o grupo agora planeja expandir o estudo e aprofundar a compreensão dos mecanismos subjacentes ao efeito neuroprotetor observado.

“Este é um avanço promissor e representa um desenvolvimento significativo no campo da medicina intensiva, trazendo esperança para a prevenção de complicações neurológicas em pacientes críticos” finaliza o especialista.

Este estudo inicial inovador, será conduzido em diversos centros de pesquisa no país, aumentando significativamente o número de participantes analisados. Essa abordagem tem por objetivo obter uma quantidade maior de dados, permitindo uma resposta definitiva quanto à eficácia da medicação.

 

colaboração: comunicação HSJosé

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