quarta-feira, 21 janeiro, 2026
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Partos normais reduzem e cesarianas aumentam

O dom da vida, de gerar outro ser, é sem dúvidas, um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher. No entanto, dados atuais tem mostrado o quanto esse momento, que deveria ser único, está se tornando apenas mais um procedimento hospitalar. O número de cesarianas, por exemplo, em nível nacional tem ultrapassado a marca de 52%. Na rede particular, esse número quase chega a 100%, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda índices em torno de 15%.
“A cesariana deveria ser um recurso nos casos em que há uma indicação real e não ser uma opção como vem acontecendo, é uma cirurgia de alto risco, que envolve o corte de sete camadas (entre pele, músculos e o próprio útero) e pode trazer complicações também para o bebê, quando realizada de forma eletiva. Mas as pessoas perderam a noção desse risco”, alerta a enfermeira Fernanda Claudio e uma das fundadoras do Inanna Apoio Materno, que reúne profissionais qualificados a prestar serviços de atendimento às gestantes, mães, bebês e famílias, com o objetivo de promover a maternidade consciente, o aleitamento materno e o parto natural.
“É unicamente no parto natural que os bebês recebem ocitocina produzida pelo corpo da mãe sendo conhecido como hormônio do amor. Estudos comprovam que os indivíduos que recebem essa carga hormonal têm melhores condições emocionais e nas relações, tornando-se indivíduos mais seguros e com melhor capacidade de amar”, explica a fisioterapeuta e também sócia do Inanna Francielle Silvano Cardozo.
A profissional ainda informa que no caso das cesarianas, por exemplo, a criança só vai para o colo da mãe três horas após o parto, perdendo esse momento único de sua vida. “A ocitocina sintética, que é uma intervenção rotineira nos partos normais hoje em dia, tira o fluxo natural do parto e pode gerar complicações”, informa. Além disso, muitas mães também não sabem que podem estar acompanhadas no momento do parto.  “Ter uma pessoa, seja a mãe ou marido ou uma amiga é um direito assegurado por lei”, completa Francielle.
O parto humanizado, que muitas vezes é entendido como uma modalidade de parto é na verdade uma evolução do que se tem hoje. “Em primeiro lugar, o parto humanizado devolve o protagonismo da mulher, o parto quem faz é ela”, explicam.  O segundo pilar da humanização é o menor número de intervenções no momento do parto e todos os procedimentos devem ser respaldados em evidências científicas que comprovem os benefícios para a mãe e o bebê. “Dentre eles está o clampeamento tardio do cordão, o contato pele a pele, a amamentação imediata, não realizar o corte no períneo e evitar que a mulher fique deitada de barriga pra cima no momento do parto”, destacam as profissionais.
 
 
Especial Jornal Gazeta

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