Iniciada por uma empresa de Içara no último dia 10, a paralisação dos trabalhadores do setor plástico de Criciúma e região está oficialmente suspensa por pelo menos 40 dias. A medida foi acordada em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Florianópolis, entre representantes da categoria e das empresas. A audiência realizada na quarta-feira é a primeira da ação de dissídio coletivo proposta pela classe patronal, ligada aos Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc) e Sindicato das Indústrias de Descartáveis Plásticos (Sindesc).
Por sugestão do TRT, acatada pelas partes, o sindicato laboral apresentará em até 20 dias uma proposta para renovar a convenção coletiva dos mais de oito mil trabalhadores do segmento e a encaminhará aos sindicatos patronais. Após o recebimento, as empresas terão, também, até 20 dias para se manifestar e nova audiência será marcada pelo tribunal.
“Para os trabalhadores, a primeira impressão é que a audiência foi positiva”, resume o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes. Ele acredita não usar todo o prazo de 20 dias fixado pela Justiça do Trabalho e, com isso, reduzir o tempo para a solução do impasse.
“Esperamos uma resposta objetiva, porque já temos muitos meses decorridos, numa agenda extensa, e agora precisamos de objetividade. É preciso que o sindicato laboral apresente os pontos de concordância e de discordância, para que se possa trabalhar, fazer a negociação a partir daí”, entende o secretário executivo do Sinplasc, Elias Caetano.
Especial Jornal Gazeta



















