quinta-feira, 19 fevereiro, 2026
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O preço da automedicação: como cremes e receitas caseiras podem piorar a saúde da pele

Embora grande parte da população perceba alterações na pele, cabelo ou unhas, muitos brasileiros ainda deixam de procurar um especialista. Uma pesquisa feita pelo Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e o grupo L’Oréal Brasil revelou que 54% dos brasileiros adultos nunca consultaram um dermatologista, ainda que 41% deles tenham notado sinais em pele, cabelo ou unhas ao longo dos últimos 12 meses.

Segundo a dermatologista Ana Carolina Búrigo, da Clínica Belvivere, o uso de produtos sem orientação médica (inclusive os chamados “naturais”) pode provocar reações adversas e agravar doenças dermatológicas. “Usar produtos sem prescrição pode parecer inofensivo, mas esconde riscos importantes”, afirma.

Entre os efeitos mais comuns estão alergias, irritações, vermelhidão, coceira, ardência e, em casos mais graves, queimaduras químicas e manchas difíceis de tratar.

Automedicação e uso indiscriminado podem agravar o quadro clínico

A dermatologista analisa, também, que são muitos os riscos associados ao uso indiscriminado de ácidos para pele oleosa ou acneica. “O paciente usa por conta própria e chega ao consultório com a pele vermelha, descamando ou com manchas que antes não existiam. Em alguns casos, o uso de pomadas ou cremes pode mascarar doenças mais sérias, como o câncer de pele”, alerta.

De acordo com Ana Carolina, casos de lesões que não cicatrizam, tratadas com receitas caseiras como babosa ou pomadas com corticóide, são comuns no consultório. “A lesão pode até melhorar temporariamente, mas volta a piorar e, nesse tempo, só cresce, atrasando o diagnóstico e comprometendo o tratamento”, diz Ana Carolina.

A médica reforça que apenas o dermatologista pode indicar o tratamento adequado, pois todo cuidado começa com um diagnóstico preciso. “Condições clínicas que se parecem visualmente podem ter causas e tratamentos completamente diferentes. O dermatologista sabe avaliar cada situação, controlar concentrações, evitar interações entre substâncias e acompanhar a evolução do quadro com segurança.”

 

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