Vereadora de primeiro mandato e representante do bairro Aurora, Silvia Mendes, a Marreca, pretende disputar a reeleição, mas não mais pelo Progressistas. Segundo ela, o partido a isolou após votar contra os interesses da sigla em projetos encaminhados à Câmara Municipal de Içara. O novo destino, contudo, ainda não está definido. Em entrevista exclusiva ao Portal Içara News, ela afirma: “Não fico no Progressistas e não irei para o MDB”.
Qual será o novo partido da Marreca?
Eu estou filiada ao Progressistas e gostaria de ficar no partido, mas houveram diversas situações que nos afastaram bastante. Eu gosto de ser independente na Câmara Municipal. Participo e voto conforme o que eu acho que é certo, não por imposição do partido ou interesse político de quem quer que seja. A relação se agravou no pedido de empréstimo do Governo Municipal para realização de obras pontuais, dentre elas, três importantes na minha comunidade que são a reforma do Centro Comunitário, a pavimentação asfáltica da Rua Joaquim Mendes e a drenagem antiga em frente ao galpão da Esquimó. Além disso, solicitei também ao prefeito a pavimentação entre o bairro Aurora e a Barreira, próximo ao bairro Jussara. Isso somente na minha localidade, fora as demais obras previstas pelo município. Não tinha por que ser contra.
A primeira rusga entre eu e a direção do Progressistas ocorreu na votação para mesa diretora da Câmara, quando me falaram: “você vota com o partido ou será expulsa”. Então, quem está me expulsando do partido é o próprio partido. Não sou mulher de ser mandada por ninguém.
Quais siglas você tem mais simpatia?
Tenho conversado com o Joelson Cardoso do PDT, com o Anselmo Freitas do PSD, com o Dóia Guglielmi do PSDB, conversei bastante com o Toninho de Mello do PL, entre outros, mas ainda não tenho definição. A única coisa certa é que eu não fico do Progressistas e não irei para o MDB”.
O que você destaca da sua atuação na Câmara?
Já realizei mais de 800 indicações nestes três anos e três meses de mandato. Na aprovação de projetos eu encontro dificuldades, pois sou oposição. Não perco uma reunião no Plenarinho. Participo do dia a dia do Legislativo. Como vereadora eu estou na Câmara para representar o povo, por isso, sofro algumas consequências. Quando vejo coisa errada eu reclamo e quando merece reconhecimento eu elogio. Gosto muito de ser vereadora. Meu pai foi vereador e aprendi com ele a não olhar partido.
Qual sua avaliação do Governo Municipal?
No começo do mandato se ouvia muito: “O Gentil que trouxe”, mas hoje já é diferente. O prefeito Murialdo tem bons projetos para cidade. Na Educação ouço muitos elogios. Na Saúde contamos com uma secretária muito prática, que facilita muito os trabalhos e a relação com a Câmara. A manutenção das ruas é algo que me incomoda muito. Sou conhecida como a “vereadora do buraco”. O povo quer saúde e estrada, o resto eles correm atrás.
Qual o principal desafio da próxima gestão municipal?
Precisamos de empresas grandes que possibilitem a geração e novos postos de trabalho. Ouço muitos pré-candidatos a prefeito dizer que: “o desenvolvimento parou”, mas na verdade o empreendedor não tem segurança de ser bem atendido, pois a burocracia na Prefeitura é muito grande. O município precisa de profissionais qualificados para atender a população. Já presenciei empresários com boa vontade não serem bem atendidos nos setores da Prefeitura.
Como você imagina Içara daqui 20 anos?
Ah. É tanta coisa bonita que a gente sonha né?! Eu penso em uma Içara com muito emprego, investimento público e privado. Uma boa estrutura de esporte e lazer. Eu gostaria muito de ver Içara com olhar mais cuidadoso para cultura. Hoje temos apenas a Festa de São Donato, sem banda, sem shows para animar a população. Nem as festas de igreja são como eram antes. De forma estrutural, eu espero que o vereador Antonio de Mello encaminhe logo o plano diretor que está parado na Câmara para que a cidade cresça ordenadamente.
Quem é a agente pública Silvia Mendes, a Marreca?
A Marreca vem da roça. Me dediquei bastante para chegar aonde cheguei. Sou formada em Administração pela Unisul, já trabalhei no Giassi e na Cristalcopo. Hoje estou me doando, pois político tem que se doar. Não é uma profissão, é uma missão ser político. Gosto muito do que eu faço. Quando um cidadão me liga, não me incomoda, porque eu e faço questão de atender. Quero continuar falando a voz do povo e sendo o povo no Legislativo.
Redação Içara News


















